Cristina Mel comemora 26 anos de carreira em show com Marcela Taís

Há 26 anos foi lançado o primeiro disco de Cristina Mel, Tá Decidido. E, em comemoração a esta trajetória que resume a carreira de sucesso de uma das intérpretes mais notáveis do movimento gospel, a cantora realizou uma apresentação acústica no Teatro Augusta, dirigida pelo ator e diretor Tom Arruda nesta quarta-feira (24/8).

Como participação especial, Cristina Mel dividiu palco com a cantora de folk Marcela Taís, um dos principais nomes da música cristã brasileira nesta década. Com ela, cantou “Ame Mais, Julgue Menos”, hit da artista lançado ano passado e “A Mão do Mestre”, um dos principais clássicos de Cristina.

Outro cantor que se fez presente na apresentação foi o jovem Leandro Luz, que também estará na reprise de terça-feira, que contará com Leonardo Gonçalves como principal atração. Além da apresentação, Cristina e Marcela realizaram uma videoconferência publicada na página do Facebook de Mel.

Durante o vídeo gravado de forma descontraída, Marcela Taís brinca que “cantar com ela é muita responsabilidade, sabia?”. Em seguida, Cristina afirma que o álbum Moderno à Moda Antiga de Marcela, lançado ano passado pela Sony Music Brasil, está sempre ouvindo dentro do seu carro.

Além do show temático Adoração, Cristina prepara uma turnê especial que percorrerá vários estados do Brasil com base no álbum infantil Fazendo a Diferença e uma biografia que será lançada na Bienal Internacional do Livro em São Paulo. Várias canções, com sonoridade acústica, estão disponíveis no canal da artista na plataforma VEVO.

Desde que lançou Tá Decidido ainda em 1990, Cristina se tornou uma das maiores e mais reconhecidas artistas da música cristã nacional. Anos depois foi indicada ao Grammy Latino com o álbum As Canções da Minha Vida (2005) e Um Novo Tempo (2006). De lá para cá, são vários discos adultos, infantis, em espanhol e inglês que resultam numa das carreiras musicais mais versáteis do segmento evangélico.

Gabinete israelense aprova 12,8 milhões de dólares para Kiryat Arba e Hebron

Jerusalém (TPS) – O gabinete israelense aprovou 50 milhões de shekels (12,8 milhões de dólares) para fortalecer Kiryat Arba e a comunidade judaica em Hebron, no domingo, 10 de julho.

Comentando sobre o plano de assistência especial na reunião semanal de gabinete, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu assinalou que “todas as repartições públicas têm sido recrutadas para ajudar os moradores que permanecem heroicamente frente ao perverso terrorismo, incluindo o ataque terrorista de ontem no qual, felizmente, nenhuma vida foi perdida”.

O primeiro-ministro de Israel estava se referindo ao ataque terrorista em Gush Etzion na noite de sábado, 9/7, perto de Tekoa, onde uma família israelense de oito pessoas foi alvo de tiroteio quando se dirigiam para casa em Netivot após uma visita aos avós das crianças na comunidade Metzad. A esposa e os seis filhos saíram milagrosamente ilesos enquanto o pai, que estava dirigindo o veículo da família, foi moderadamente ferido pelos tiros, que atingiram sua perna.

A aprovação do gabinete vem 10 dias após o assassinato da menina Hallel Ariel, de13 anos, que foi esfaqueada até a morte por um terrorista palestino de 17 anos, enquanto ela dormia em sua cama na casa de sua família em Kiryat Arba, na quinta-feira, 30/6.

No dia seguinte, sexta-feira (1/7), aconteceu outro ataque terrorista, desta vez contra o rabino Miki Mark e sua família da comunidade Otniel, localizada perto de Hebron, quando dirigiam na Rota 60. Mark foi morto por terroristas palestinos que dispararam tiros de um veículo em movimento. Sua esposa ficou gravemente ferida pelos disparos, enquanto dois de seus filhos ficaram leve e moderadamente feridos no ataque.

O aumento no financiamento será usado para educação, segurança e serviços sociais em Kiryat Arba e em Hebron e será destinado por um período de três anos. O Ministério da Habitação e Construção designará 4,5 milhões de shekels (1,1 milhões de dólares) para Kiryat Arba, alguns dos quais serão utilizados para renovar áreas públicas, escadarias e edifícios, bem como para programas educacionais e iniciativas comunitárias.

O ministro de Construção e Habitação e ex-general da IDF (Forças de Defesa de Israel), Yoav Galant, do partido Kulanu, afirmou na reunião a importância nacional em ajudar a comunidade de Kiryat Arba, que tem aproximadamente 8 mil habitantes.

“É nossa responsabilidade fortalecer os moradores de Kiryat Arba e fortalecer a comunidade local, especialmente neste momento, dias após o inconcebível crime de uma menina em seu sono na comunidade”, disse Galant.

Fonte: TPS / Texto: Anav Silverman / Tradução: Hannah Franco / Foto: Hillel Maeir

Netanyahu discute Paz e Segurança no Oriente Médio com Tony Blair

Jerusalém (TPS) – O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu recebeu o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair em Jerusalém na manhã de segunda-feira, 11/7, antes de participarem de uma reunião para discutir a segurança regional e as perspectivas de paz no Oriente Médio.

“Você tem sido uma grande ajuda para todos nós, tentando avançar na causa da paz e da segurança no Oriente Médio, e sou-lhe muito grato por isso”, disse Netanyahu a Blair.

Tony Blair tem se envolvido significativamente no processo de paz no Oriente Médio, principalmente a partir de 2007, quando ele assumiu o papel de enviado do Quarteto para o Oriente Médio. O Quarteto, que é composto pelos Estados Unidos, União Europeia, Nações Unidas e Rússia, foi formado em 2002, no auge das tensões durante a segunda Intifada, em um esforço para trazer Israel e a Autoridade Palestina de volta às negociações.

Tony Blair renunciou ao seu cargo de enviado do Quarteto em maio de 2015, a fim de assumir um papel alternativo, ainda que um informal, para ajudar a trazer uma solução definitiva para o conflito entre Israel e Palestina. Blair lançou sua própria iniciativa em novembro passado na qual ele disse que iria “trabalhar através desta iniciativa para o Oriente Médio, como eu a chamo, para experimentar, impulsionar e promover um processo político no âmbito da iniciativa de paz árabe”.

Blair, cujo encontro com Netanyahu se deu após ao do ministro egípcio das relações exteriores Sameh Shoukry, implicitamente expressa esperança de que os esforços do Egito dariam frutos.

“Acredito que a visita foi extremamente importante e significativa e espero que isto possa oferecer novas oportunidades para o futuro pela paz na região e pela estabilidade na região”, disse Blair.

Fonte: TPS / Texto: Jonathan Benedek / Tradução: Hannah Franco / Foto: GPO

“Os Dez Mandamentos” inspira edição especial da Bíblia

 

O sucesso da novela “Os Dez Mandamentos” levou a Rede Record a licenciar uma série de produtos, a começar pelo livro com o roteiro da novela escrita por Vivian de Oliveira, passando pela coleção de bijuterias, de esmalte e agora com o lançamento de uma edição especial da Bíblia.

A edição especial da Bíblia é editada pela SBB e vem com uma capa personalizada com o logo da novela. O destaque é para os comentários assinados por Cristiane Cardoso, autora de best-sellers como “Mulher V”, “Melhor que Comprar Sapatos” e “Casamento Blindado”, sendo que este último é escrito em parceria com seu esposo, Renato Cardoso.

Segundo o site UOL, a Bíblia “Os Dez Mandamentos” vem também com fotos exclusivas do set da novela e o preço médio é de R$ 59,90. Se para alguns uma Bíblia com tema de novela pode parecer uma “heresia”, para muitos trata-se de um verdadeiro achado, um item de colecionador, tanto é que a edição já está esgotada no site “Arca Center”.

Com índices de ibope que surpreendem, a segunda temporada da novela tem levado a emissora de Edir Macedo a continuar apostando na trama. Na primeira parte a novela mostrou a vida de Moisés e agora mostra os hebreus vagando pelo deserto rumo à Terra Prometida que será o tema da próxima novela bíblica com estreia prevista para o final do segundo semestre deste ano.

A história já fez sucesso nas telonas brasileiras tornando o filme “Os Dez Mandamentos” como o mais visto na história do cinema nacional e agora a trama tentará ganhar os teatros do país com um musical especial com lançamento previsto para 17 de junho em São Paulo.

 

Adolescente terrorista do Hamas apreendido revela detalhes do projeto de túneis para atacar Israel

Beersheva (TPS) – Um adolescente de Gaza, de 17 anos, que atuou na ala militar do Hamas por dois anos, incluindo no projeto do túnel, foi preso e acusado em um Tribunal israelense. O Shin Bet (Agência de Segurança de Israel) autorizou para publicação a prisão dele no dia 6 de abril, depois de atravessar ilegalmente de Gaza para Israel. Ele foi indiciado na terça, 10/5, no Tribunal Distrital de Beersheva.

Uma investigação revelou que ele foi recrutado pouco antes da Operação Margem Protetora em 2014, e passou por vários cursos militares. Participou em várias atividades, incluindo emboscadas contra o IDF (Forças de Defesa de Israel) e a escavação de túneis em direção a Israel. A maior parte de seu treinamento foi focado em ataques ofensivos, tais como infiltração, entrada em edifícios e detonação de explosivos. O Shin Bet disse em um comunicado que esta era “parte de uma expectativa de que a próxima guerra fosse realizada dentro de Israel”.

O suspeito forneceu informações completas aos interrogadores sobre os esforços do Hamas em cavar túneis para atacar Israel, o local de muitas entradas de túnel na faixa de Gaza, e as rotas dos túneis que deveriam ser usadas pela unidade de elite da organização em tempos de emergência. O Shin Bet ouviu relatos sobre detalhes técnicos das escavações, ferramentas e procedimentos de trabalho. “Por exemplo, não lhes é permitido sair do túnel em seus trajes de trabalho ou antes de tomar banho e mudar de roupa dentro do túnel, com o intuito de camuflar a sua atividade,” disse o porta-voz do Shin Bet.

O menor também participou da colocação de explosivos dentro e ao redor de túneis em caso de infiltração pelas forças do IDF e até bombas adicionais eram armazenadas em sua casa em Jabaliya. Embora o Hamas esteja ciente e monitorando os esforços israelenses na localização dos túneis, o suspeito disse aos interrogadores que a organização terrorista continua a cavá-los.

De acordo com o Shin Bet, o menor é apenas um dos muitos agentes terroristas sendo atualmente interrogados, revelando informação privilegiada sobre o projeto intensivo de construção de túneis do grupo terrorista Hamas. O adolescente foi indiciado por seis acusações, incluindo adesão a uma associação ilícita, conspiração para assassinato e sequestro, tentativa de homicídio, e por dar informações ao inimigo com a intenção de prejudicar a segurança nacional.

Fonte: TPS / Texto: Michael Bachner / Tradução: Bruno Scala / Foto: Kobi Richter
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Esfaqueador palestino de 14 anos é condenado por tentativas de assassinato

Jerusalém (TPS) – Um adolescente palestino que cometeu um ataque por esfaqueamento em Jerusalém, e foi então falsamente proclamado como morto pelo presidente palestino, Mahmoud Abbas, foi condenado na terça-feira,10/5, por dois crimes de tentativa de homicídio no Tribunal Distrital de Jerusalém.

Ahmad Manasra cometeu o ataque quando ele tinha 13 anos, em outubro de 2015, junto com seu primo Hasan, de 15 anos, que foi posteriormente morto por forças policiais. Os dois esfaquearam e feriram gravemente Naor Shalev, 13 anos, que estava andando de bicicleta, e também um outro israelense de 21 anos. Shalev conseguiu uma rápida recuperação e comemorou seu Bar Mitzva (maioridade religiosa judaica) dois meses depois.

O ataque fez manchetes internacionais quando Abbas acusou publicamente Israel de “executar” Manasra “a sangue frio”, enquanto de fato ele estava vivo e sendo tratado de ferimentos graves em um hospital israelense. Após surgirem fotos do menino se recuperando no Centro Médico Hadassah, em Jerusalém, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu criticou Abbas por “incitação”.

No meio da onda de esfaqueamento, Manasra foi atingido por um carro. Uma gravação em vídeo dramático o mostrou consciente, embora gravemente ferido e deitado em uma poça de sangue, com espectadores israelenses o repreendendo.

No Tribunal, Manasra admitiu a realização do ataque, mas seus advogados alegaram que ele só queria ferir suas duas vítimas. Os juízes rejeitaram essa alegação.

A acusação afirmou que Manasra voltou da escola e encontrou seu primo. “Eles falaram sobre a ‘situação’ na Mesquita Al-Aqsa e o estado dos moradores da Faixa de Gaza, a Autoridade Palestina e o Hamas. Com a intenção de ajudá-los, eles decidiram se tornarem mártires e serem mortos como parte de uma guerra religiosa”.

Fonte: TPS / Texto: Michael Bachner / Tradução: Alessandra Franco / Foto: Hillel Maeir

Israel vai investir US$ 133 milhões em apoio a sobreviventes do Holocausto

Jerusalém (TPS) – O ministro das finanças de Israel, Moshe Kahlon, anunciou planos, na segunda-feira, 2/5, para aumentar o apoio financeiro anual para sobreviventes do Holocausto e beneficiários idosos da previdência social, no montante de meio bilhão de shekels (US$ 133 milhões de dólares) antes do Dia da Recordação do Holocausto, comemorado no país esta semana.

“Infelizmente, os governos israelenses anteriores não fizeram o suficiente em benefício dos sobreviventes do Holocausto… o programa centra-se em tirar os sobreviventes idosos do Holocausto da linha de pobreza”, disse Kahlon, durante o evento anual do Knesset (Parlamento Israelense) que celebra a derrota da Alemanha nazista. “Além disso, não tem sido feito o suficiente para a população de idosos economicamente desfavorecidos – aumentar seus benefícios foi uma das nossas condições para entrar no governo”.

Os novos planos irão beneficiar 60 mil sobreviventes que vivem abaixo da linha da pobreza e vai adicionar 350 milhões de shekels (quase US$ 1 milhão de dólares) destinados a beneficiários idosos da previdência social.

“Na quarta-feira (4/5), entraremos em Yom Hashoah (Dia da Recordação do Holocausto), como fazemos todos os anos”, disse Kahlon. “À medida que os anos passam, vemos uma diminuição no número de sobreviventes do Holocausto em Israel. Entretanto, o que não está diminuindo é o nosso desejo de ouvir suas histórias, que são uma parte inseparável da fundação do país, bem como o nosso desejo em possibilitar que envelheçam com dignidade”.

Fundos do governo para os sobreviventes têm aumentado nos últimos anos, de acordo com a ONG ‘Aviv para Sobreviventes do Holocausto’, dedicada a informar à população sobrevivente israelense das alterações relativas à atribuição de subvenção e mudanças na política do governo.

“Acreditamos que em 2016 não teremos quaisquer dos sobreviventes em situação de pobreza – esta é a última oportunidade de ajudar os sobreviventes do Holocausto e é por isso que todo mundo está tentando ajudar”, disse Aviva Silverman, CEO e fundadora da organização em uma entrevista ao serviço de imprensa Tazpit (TPS). “É difícil dizer qual o impacto e influência que o projeto terá, mas nós realmente abraçamos e valorizamos todo e qualquer tipo de apoio e mudança. Qualquer benefício dado é uma bênção”.

A idade média dos sobreviventes em Israel é de 82 anos, Silverman disse, e muitos sobreviventes precisam de ajuda para entender e se inscreverem para estes benefícios.

“O principal problema é que porque existem tantas mudanças e anúncios, os sobreviventes do Holocausto não estão cientes de muitos dos benefícios que podem desfrutar”, Silverman disse à TPS. “Nosso trabalho é informá-los e ajudá-los a se inscreverem para estes benefícios”.

Fonte: TPS / Texto: Joshua B. Dermer / Tradução: Alessandra Franco / Foto: Gil Yohanan

Israelenses percorrem locais históricos no feriado da Páscoa

Milhares de israelenses aproveitaram o belo clima do feriado de Pessach (Páscoa judaica) e enfrentaram o tráfego intenso para caminhar por marcos antigos, parques e reservas naturais de Israel no último domingo, 24/4. “Já nas primeiras horas da manhã, milhares de viajantes visitaram as reservas naturais e parques nacionais, especialmente rios e praias”, observou Ra’ya Sorki, chefe do Setor Público e Comunitário da Autoridade de Parques e Natureza de Israel.

No mar da Galileia, ao menos nove praias ficaram lotadas. A multidão de viajantes israelenses, conforme já estava previsto, causou engarrafamentos em todo o país. A Autoridade de Parques e Natureza registrou aproximadamente 180 mil pessoas, entusiastas da natureza, entrando nos parques já nas primeiras horas do dia. No entanto, os sítios naturais e parques recreativos de Israel não foram os únicos locais que os israelenses escolheram para visitar. Milhares de israelenses decidiram visitar alguns dos marcos históricos de Israel na Judeia e Samaria, que tem sido frequentemente alvo de ataques terroristas nos últimos meses.

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu enviou uma carta antes do feriado incentivando especificamente as visitas à região. “Estamos muito felizes que o próprio primeiro-ministro enviou uma carta incentivando a nação de Israel a visitar os locais bíblicos no coração bíblico de Israel por toda Judeia e Samaria”, disse Miri Maoz-Ovadia, porta-voz do Conselho Regional Binyamin, para o Serviço de Imprensa Tazpit (TPS).

A região de Binyamin está localizada ao norte de Jerusalém e sul do resto da Samaria. Incluído entre seus locais históricos estão o Tabernáculo bíblico em Siló e o caminho dos patriarcas históricos (entre Jerusalém e Hebron). “Acho que estamos gratos e felizes em ver tal reconhecimento oficial da importância da história, especialmente em um feriado que fala sobre recordar a história e transmiti-la para a próxima geração”, disse Maoz-Ovadia.

Particularmente no feriado da Páscoa, muitos turistas israelenses desejam visitar lugares que ressoam com a história do povo judeu na região. “As celebrações e atividades em Samaria, na região de Binyamin, Gush Etzion, região de Hebron, e no Vale do Jordão enfatizam os aspectos bíblicos e arqueológicos dos locais, porque na Páscoa é isso que as pessoas estão procurando”, explicou Maoz-Ovadia à TPS. “Eles estão buscando conectar-se à história de Israel, bem como à natureza. Se você quiser ter um passeio significativo em família, este é o lugar para fazê-lo.

Um passeio assim também ocorreu na segunda, 25/4, em Gush Etzion, região da Judéia, localizada ao sul de Jerusalém, onde dezenas de israelenses caminharam da junção Gush Etzion até a comunidade vizinha de Karmei Tzur. A caminhada rememorou Eliav Gelman, 30 anos, um oficial da reserva da IDF (Forças de Defesa de Israel) de Karmei Tzur que foi morto em um incidente por fogo amigo durante um ataque palestino de esfaqueamento na junção Gush Etzion em fevereiro deste ano.

Fonte: TPS / Texto: Jonathan Benedek / Tradução: Alessandra Franco / Ehud Amiton

Homossexual processa patrão evangélico por tentar “convertê-lo”

Segundo o entendimento da 7ª Vara do Trabalho de Florianópolis (SC), é dano moral o patrão tentar fazer com que um empregado frequente cultos para deixar de ser gay. Um promotor de eventos ganhou R$ 25 mil após processar os ex-empregadores. Ele os acusa de tê-lo forçado a ir para a igreja visando ser “curado”.

O nome do empregado não foi divulgado. Ele trabalhou por dois anos numa empresa e alega que, depois de se afastar dos cultos, foi convocado para reuniões com os sócios e o pastor. O objetivo seria “tratar” da sua orientação sexual e conversar sobre seu retorno à igreja.

Na ação, o promotor de eventos alega que foi obrigado a ouvir sermões, sendo classificado de  “pessoa inconstante”, “sem caráter” e “ladrão”. Afirma que acabou sendo demitido e desalojado da casa que alugava, nas dependências da empresa.

Como a empresa não compareceu à audiência, foi condenada à revelia. O juiz Carlos Alberto Pereira de Castro, entende que a companhia não expôs o funcionário a constrangimento quando condicionou seu emprego a frequência nos cultos.

“Trata-se de procedimento vexatório, que excede o limite de cobrança e gerenciamento, transformando-se em violação à intimidade e dignidade do empregado”, explicitou o magistrado na condenação.

Além do dinheiro, o juiz determinou que a empresa deve restituir ao funcionário os bens que reteve por ocasião da demissão. Somando o valor do mobiliário (cama, fogão, geladeira e sofá), o total é de R$ 9,3 mil.

Encontrados objetos ritualísticos do Segundo Templo

Migdal (TPS) – A Autoridade de Antiguidades de Israel (IAA) anunciou no início de abril que uma antiga pá e um jarro ritualístico ligados aos rituais do Segundo Templo foram descobertos no sítio arqueológico de Magdala – uma importante cidade judaica que data do período da Antiguidade Romana.

Durante o projeto vigente de escavações, um grupo de voluntários chilenos descobriu uma pá de bronze ornamentada e um jarro de bronze, aparentemente usados para armazenar incenso ou carvão em rituais religiosos.

“A pá incensária descoberta é uma de dez outras existentes no país que remontam à época do Segundo Templo. Pesquisas preliminares sugerem que elas eram usadas apenas para fins rituais, para as brasas e incenso que eram queimados em cerimônias rituais”, disse Dina Avshalom-Gorni, arqueologista-chefe da IAA, para o serviço de imprensa Tazpit.

Conforme Avshalom-Gorni, as pás incensárias são conhecidas mundialmente como instrumentais ritualísticos de várias religiões antigas e seu uso igualmente permeou o Judaísmo. O livro do Êxodo, de fato, assevera: “Deveis fazer o altar… deveis fazer jarros que hão de receber as cinzas e pás e caçarolas e garfos e braseiras; todos estes utensílios deveis fazer de bronze”, citação esta que liga esses artefatos a rituais do Templo judaico, ao menos simbolicamente.

“Sabemos que essas são certamente ferramentas sagradas, talvez pertencentes à sinagoga descoberta neste local, uma sinagoga particularmente grande, rica e importante na região”, explicou Avshalom-Gorni à Tazpit. “É um achado raro e excitante”.

O sítio arqueológico situa-se nas cercanias de Migdal, na costa ocidental do Mar da Galileia. Migdal ou Magdala, como era conhecida na língua latina, era uma grande cidade judaica de pesca e comércio na época do baixo Império Romano. É mencionada em fontes judaicas e, à época da destruição do Segundo Templo, foi usada como base militar principal para o antigo general e historiador judeu, Flavius Josephus.

Outra famosa moradora da cidade, conforme a tradição cristã, foi a prostituta penitente Maria Madalena – chamada assim conforme sua cidade natal, Migdal.

Em anos recentes, a IAA vem realizando extensas escavações no local, supervisionadas pelos arqueologistas Dina Avshalom-Gorni e Arfan Najar, em parceria com a Dra. Marcela Zapata-Meza, da Universidade Anáhuac do México, e com a ajuda de voluntários do México, Chile, Espanha e Itália.

“É um lugar impressionante e aberto ao público. De fato, o terreno pertence a um empreiteiro privado ligado à Igreja Católica, que planejava construir um hotel para peregrinos naquele local”, explicou Avshalom-Gorni.

Conforme a lei israelense, antes de aprovar a construção de qualquer projeto arquitetônico no país, peritos da IAA abrem um projeto de exploração no local, com o fim de evitar danos a sítios arqueológicos.

“Começamos as escavações em 2009 e pouco a pouco ficou claro para nós e para a igreja católica, que havíamos descoberto um grande sítio arqueológico datado da época do ministério de Jesus, na Galileia, e da casa de Maria Madalena”, acrescentou.

O proprietário então, decidiu converter o local em um museu a céu aberto ao longo dos sítios de escavação, os quais vêm produzindo entusiasmantes achados arqueológicos.

 

Fonte: TPS / Texto: Michael Zeff / Tradução: Reginaldo Ramos / Fotos: Cortesia