PE: candidato do Psol chama prefeito de cretino

O Psol de Pernambuco lançou a candidatura de Edílson Silva, que chamou o atual prefeito de “cretino” durante o evento, para prefeito do Recife na noite desta quarta-feira.

(Fonte: Terra) – O nome do vice-candidato ainda não foi escolhido pelo partido, e, no total, 22 vereadores homologaram suas candidaturas durante a convenção da legenda. A líder do partido, Heloísa Helena, não compareceu ao evento.

Além de criticar duramente a atual gestão do petista João Paulo, Edílson Silva levantou três temas-eixo de sua campanha: a busca de um diálogo entre a periferia e a classe média; o combate à corrupção e às nomeações por cargos comissionados; e a defesa do meio-ambiente, com metas de redução de energia elétrica, água e reciclagem da cidade. “Queremos governar para fazer uma gestão revolucionária”, afirmou.

Silva chamou o atual prefeito do Recife de “cretino, mentiroso e cara-de-pau” porque, segundo o candidato, há crianças fora da sala de aula no bairro do Ibura, na periferia da cidade. O projeto de orçamento participativo também foi intitulado de “orçamento picareta”. A via mangue, um recém inaugurado corredor na zona sul do Recife para resolver problemas de trânsito, foi considerada um desperdício de R$ 300 milhões porque “a juventude negra está sendo escanteada”. A reforma da orla da praia de Boa Viagem também foi criticada por Silva.

O candidato ainda defendeu uma aproximação com as igrejas evangélicas locais. “É preciso ter muito apoio na base da sociedade, nos evangélicos. Não queremos apenas fazer propaganda do socialismo”, disse Edílson, que está na vida política há 25 anos. Em 1992, ele foi expulso do PT e, antes de se filiar ao Psol, passou 12 anos no PSTU.

Vice-candidatura

O candidato a vereador José Gomes explicou que a vice-candidatura pode ser fechada junto às lideranças do PCB, mas não há nomes concretos ainda. Caso se alie ao PCB, o Psol poderá aumentar o número de vereadores elegíveis. Atualmente, o partido pode lançar até 44 candidatos. Por enquanto, o partido se mantém sem alianças no cenário das eleições municipais de 2008.

No mês passado, a legenda rompeu com o PSTU por “diferenças de análise dos problemas sociais”, de acordo com Gomes. A ruptura se deu definitivamente quando o Psol recebeu o apoio do deputado Clóvis Côrrea (PSDC) à candidatura de Edilson Silva.

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