Jogador Fred revela durante entrevista que frequenta igreja de seu colega de equipe

O jogador Fred que está escalado para a seleção brasileira, está completando quatro anos no Fluminense, isso levou o jogador a ser entrevistado pelo jornal O Globo onde ele falou sobre seu lado espiritual.

“Eu, às vezes, vou na igreja do Gum. Eu leio a minha Bíblia e frequento a Igreja Evangélica, porque gosto de cuidar do meu lado espiritual. Quando eu rezo, não tenho medo”, respondeu o jogador ao ser questionado sobre seu relacionamento com outro jogadores evangélicos.

Ele estava se referindo a Wellington Gum, que é seu companheiro de equipe, frequente a Igreja Batista e já declarou em entrevista que deseja se tornar pastor. A mesma igreja é frequentada pelos jogadores Léo Moura, Bebeto e Lúcio Flávio.

Durante a entrevista Fred lamentou a falta de privacidade que ele tem por ser um jogador bem conhecido. “É mais difícil quando estou com a minha filha Geovanna, porque quero estar com ela, e a galera chega para conversar”, disse o jogador.

“Meu Facebook era aberto, mas fechei. Meu Instagram era fechado, mas o Neymar me marcou em uma foto e arrastou 20 mil seguidores. Aí, eu abri, porque tenho a consciência de que sou uma pessoa pública”, completou Fred.

Em 2012, Fred foi capitão do Fluminense, conquistando o campeonato carioca e o tetracampeonato brasileiro, consagrado craque do brasileirão. É considerado um dos ídolos e maior artilheiro do time, embora não se considere. “Eu estou caminhando… É difícil falar disto. Um pedacinho do coração tricolor eu tenho, independentemente das minhas falhas. Todos sabem que minha meu objetivo, é ganhar”, respondeu quando foi questionado se ele se via como ídolo.

Recentemente o jogador postou em redes sociais um texto declarando o amor pelo seu time: “Já são 4 anos de Fluminense! E parece que foi ontem… Só tenho a agradecer a Deus e a todos aqueles que sempre me apoiaram. Conseguir tudo o que consegui e vencer tudo o que venci vestindo essa camisa é muito gratificante. Não tenho palavras para descrever o que sinto por esse clube. São 160 jogos, dois títulos brasileiros, um carioca e mais de 100 gols. E que venha muito mais!”.

Leia a entrevista na íntegra:

Entrevista ao jornal O Globo

Por que morar em Ipanema e Leblon e não Barra da Tijuca?

Quando cheguei, procurei um lugar mais próximo do trabalho. Não poderia perder uma, duas horas no trânsito. Fiquei em um hotel em Copacabana, mas frequentava Ipanema e Leblon, onde tinha gente bonita, bons restaurantes. Hoje, para eu sair de lá, é difícil.

A adaptação foi rápida?

Os primeiros três meses foram complicados e sofri bastante com treino, clima, clube e companheiros novos. Na França, demorou seis meses. E havia cinco brasileiros no Lyon! Eu nunca tinha visitado o Rio, a não ser quando vinha para jogar. Me apaixonei e vou ficar quando eu parar de jogar. O que mais me encanta é o jeito carioca. Passava no calçadão e, mesmo sem conhecer ninguém, era chamado para jogar altinho e futevôlei. E eu não aguentava mais ver bola (risos). Acho que vou morar em Belo Horizonte durante a semana e venho para cá na sexta-feira.

E a falta de privacidade?

Não é fácil sair na rua, apesar de a galera ser mais acostumada a encontrar famosos pela cidade. É mais difícil quando estou com a minha filha Geovanna, porque quero estar com ela, e a galera chega para conversar.

Ficou deslumbrado no começo?

Sim. Cheguei no Rio solteiro e cometi excessos. Ainda bem que naquele ano (2009), eu tive pessoas que me deram um toque.

E as outras torcidas te respeitam?

Tem respeito, mas rola uma sacaneada. A torcida do Vasco até fez uma música…

Qual música? Canta aí.

Nada, é pesada demais (risos). Mas eu vejo que as torcidas respeitam, porque sabem que eu entro em campo para vencer.

Jogaria em outro clube do Rio?

Acho difícil eu jogar em algum outro clube do Brasil que não seja o Fluminense.

Você se sente ídolo do clube?

Eu estou caminhando… É difícil falar disto. Um pedacinho do coração tricolor eu tenho, independentemente das minhas falhas. Todos sabem que meu objetivo é ganhar.

Qual a diferença entre o ambiente no vestiário do Brasil e na Europa?

Existe a maior diferença. No Lyon, também era bom, unido, mas não era a mesma coisa que aqui no Fluminense. Sempre tive ambiente bom, mas não como aqui no Fluminense, sempre repito.

Nunca teve um problema?

No início de 2009, não era bom. E piorou depois que começamos a perder. Depois que o Cuca chegou, teve atrito até encontrar a harmonia. Teve um problema que marcou naquele ano e eu nunca falei sobre isso. Faltavam 11 jogos para acabar e estávamos naquela situação para cair. A diretoria e a comissão técnica queriam aumentar os dias de concentração. Eu reuni o grupo e falei que tínhamos que nos cuidar mais para evitar uma concentração de dois, três dias. Eles compraram o barulho e houve um arranca rabo com a diretoria e comissão. Eles falaram para dar a vida. E demos. O respeito aumentou a partir dali.

E teve briga com algum jogador?

Briga, não, mas eu já tive uma discussão pesada com o Diguinho. E foi bom. Porque tínhamos perdido de 2 a 0 para o Goiás e no intervalo o bicho estava pegando. E aí nós discutimos forte. Estávamos para cair, mas tínhamos que tentar. E havia um clima de já caiu…

E com o Fernando Henrique?

Com o Fernando Henrique também. Várias discussões. Mas com o “Fita” não dá para mexer, porque ele é bom de briga. Eu acho importante ter pessoas com personalidade no grupo. O Muricy… O Abel, já espanou várias vezes!

Quando?

No ano passado, chamou atenção o jogo com a Ponte Preta. Nosso time estava nervoso, precisando ganhar. E pensei que ele iria dar aquele esporro no vestiário. Eu estava tenso. Mas ele entrou e acalmou o time, falou calmamente.

Tem desafetos no futebol?

Eu falo que existem jogadores empolgados. E esta empolgação no futebol é uma loucura. O futebol é uma ilusão. Depois do jogo, eu sou o Fred, um cara normal. Não é porque estou ganhando que eu sou o tal. Isto é muito superficial. E tem muitos empolgados por aí. Tem que dar uma segurada.

Você voltou da França com 25. Não ficou com medo de se arrepender?

Tinha propostas de clubes grandes. Todos achavam que era melhor eu ficar. Caí bastante no lado financeiro, porque o Brasil não era esta potência. Mas estava longe da família e isto pesou.

Tem lugar marcado na seleção?

Marcado, não, mas a oportunidade pode estar na minha mão. Se o jogador só começar a pensar no objetivo recentemente, não consegue. Eu já estou preparado para esta seleção. Dei uma desabafada na época do Mano, senti que não teria oportunidades. Mas com o Felipão todos sabem que ele gosta de jogar com centroavante. Vai depender do meu rendimento…

As lesões que você teve têm relação com o estilo de vida que você leva?

Eu não acho que foi o que influenciou. Sempre descansei e fiz as coisas nas horas certas, moderadamente. Exageros eu cometi, mas não fiz loucuras. Continuo tomando meu chope, meu vinho. Quando acaba o jogo, eu saio para dançar e conhecer mulher bonita. O mais importante é o trabalho.

Por que jogador se casa tão cedo?

Jogador é carente. A maioria sai de casa cedo. E conhece pessoas interessantes. Às vezes, o cara quer uma pessoa bacana para conversar, ter filho. No meu caso, foi uma pessoa que eu amei. Mas devido à imaturidade, não deu certo. Mas eu falo para os moleques: se forem casar, casem com mulheres bonitas.

No Lyon, diziam que você pegou a filha do presidente…

Estão loucos?! Não teve isto.

Este tipo de história te incomoda?

Incomoda. Este vídeo do beijo me deixou para baixo.

É o preço da fama?

E eu tomo cuidado. Tem muita coisa que te deixa muito exposto e você deixa de ser espontâneo, tem que ficar se monitorando. Mas confio nas pessoas e acabo relaxando.

Por exemplo…

Se eu faço um churrasco na minha casa e chamo uma menina, ela convida o primo, que acaba filmando… E a galera está muito maldosa…

É a era das redes sociais…

Pois é. Meu Facebook era aberto, mas fechei. Meu Instagram era fechado, mas o Neymar me marcou em uma foto e arrastou 20 mil seguidores. Aí, eu abri, porque tenho a consciência de que sou uma pessoa pública.

E não tem medo de falar de chope, vinho…

Aqui no Brasil, o ruim é que, se você tiver bem em campo, você pode virar 25 litros de pinga. Se está mal, não pode fazer nada. Mas eu não vou deixar de fazer minhas coisas. Se o time perdeu, eu evito, mas não posso deixar de ir no restaurante japonês. Tenho que ficar em casa puto? É o meu trabalho e eu saio mesmo. Tive um problema em 2011, naquela armadilha que armaram para mim perto de casa. Mas acabou, porque eles me respeitam e sabem que dou a vida pelo Fluminense.

Sai, mas evita ir no pagode. Os caras, como Neymar, não te acham metido?

Eles sabem que eu gosto de coisas boas, em todos os sentidos, mas sou simples, e o que mais mexe comigo são as coisas simples. Posso estar em um restaurante bom, mas quero ser tratado com simplicidade.

Se você não fosse o Fred, conseguiria pegar alguém?

Olha, eu não sou bonito, mas também não sou feio. Acho que pegaria um pessoalzinho mesmo que não fosse o Fred. Mesmo quando eu era duro feito côco, eu pegava. Claro que ser o Fred aumenta. Mas tem neguinho aí feio para cacete que pega…

Pega qualquer uma?

Se eu estiver em uma boate e uma mulher me der mole, eu pego, porque estou no meu direito. Eu sou solteiro. Mas, para colar, eu sou chato. Para ir ao teatro, levar para jantar, tem que mexer comigo. Eu sou seletivo.

Como é a sua relação com jogadores evangélicos?

Eu, às vezes, vou na igreja do Gum. Eu leio a minha Bíblia e frequento a Igreja Evangélica, porque gosto de cuidar do meu lado espiritual. Quando eu rezo, não tenho medo.

Lembra de algum momento de aflição no qual foi salvo por uma oração?

Na Taça SP de Juniores, eu estava no América-MG e não fui relacionado. Meu pai mandou até carta pedindo para eu pelos menos treinar. Treinei e deitei nos treinos. No primeiro jogo, fui expulso com 14 minutos. No intervalo do primeiro para o terceiro jogo, sofri e rezei muito, porque achava que a minha carreira havia acabado. Na terceira partida, fiz aquele gol do meio-campo, que abriu as portas para mim.

Pena que sua mãe não pôde ver…

Ela não viu nada. Faleceu quando eu tinha sete anos. E entedia de futebol. Ia para os campos de várzea ver o meu pai jogar e xingava o juíz. Mas tem o outro lado. Se minha mãe fosse viva, não teria deixado eu sair da casa com 10 anos, para jogar fuetbol e passar fome. Ela falaria para eu estudar, como fez com o meu irmão. Mas tenho certeza que, se a Dona Gizelda estivesse viva, vendo isto tudo, ficaria bastante orgulhosa.

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