Ataques cibernéticos a Israel do ‘Anonymous’ são mais promocionais que prejudiciais, dizem especialistas em ciberdefesa

Os ciberataques lançados pelo grupo hacker anti-Israel ‘Anonymous’ estão mais para propaganda exagerada do que ações prejudiciais, de acordo com especialistas israelenses em segurança cibernética, que afirmam que a cobertura da mídia tem o objetivo apenas de fomentar medo desnecessário e fora de sincronia com a realidade da ameaça.

Anonymous, um grupo de hackers organizado de forma amadora, que tem como alvos atacar desde o PayPal até o ISIS, tem tentado anualmente, desde 2013, invadir sites israelenses no dia 7 de abril, quando lançou sua campanha contra Israel no Dia de Lembrança do Holocausto no país, conhecido como Yom Hashoah. Este ano, o grupo ameaçou realizar ataques cibernéticos em escritórios do governo e divulgar dados pessoais de cidadãos israelenses em uma operação apelidada de “Operação Israel”.

Embora até agora tenha havido apenas pequenos vazamentos de informações de cartão de crédito de israelenses, obtidos de sites mal protegidos. Especialistas afirmam que o grupo hacker Anonymous tem provado ser uma organização relativamente amadora, incapaz de violar sistemas israelenses, que são altamente protegidos.

Em uma entrevista ao serviço de imprensa Tazpit (TPS), Jonathan Glinger, um advogado de direito cibernético, descartou a ameaça como histeria injustificada.

“Todo ano vemos a mesma coisa”, disse Glinger. “O Anonymous tem uma lista de sites que diz ter apagado ou que está atacando, mas quando você passa por todos eles, você percebe que alguns podem ter tido seu funcionamento interrompido temporariamente, mas que voltaram a funcionar muito rapidamente”.

De acordo com Glinger, a extensão das ameaças cibernéticas contra Israel não aumenta particularmente em 7 de abril. “Eu não estou dizendo que não há necessidade de ser vigilante. É necessário ser vigilante durante o ano todo. Ser vigilante apenas um dia, no entanto, não é suficiente”, ele disse à TPS.

A principal estratégia do Anonymous é gerar artificialmente tráfego para websites, de maneira a sobrecarregá-lo até ele cair, explicou Nitsan Sabdan, do Centro de Estudos para Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança em Computadores de Israel (IL-CERT) em uma entrevista à TPS. IL-CERT é o centro de comando civil de Israel para segurança cibernética.

Esta tática hacker, conhecida como “ataque distribuído por negação de serviço” (DDoS), é relativamente básica e mal pode ser considerada uma ameaça, disse Sabdan.

“Normalmente, o que vemos é uma grande quantidade de atacantes de baixo nível que também usam ferramentas de baixo nível. A maioria de seus participantes não são muito hábeis em delito cibernético, já que sua ênfase é na quantidade e não na qualidade. Por isso, eles permanecem mal qualificados. Até agora não houve nenhum dano considerável para qualquer site ou serviço israelense”.

Sabdan falou com desprezo a respeito das atividades do Anonymous ridicularizando suas habilidades em divulgar endereços de email desatualizados e a escassez de mecanismos avançados à disposição deles.

“Eles afirmam ter muitos dados e ferramentas, no entanto os verificamos com frequência e não encontramos nada de novo, ameaçador ou perigoso. Suas ações neste último 07 de abril foram simplesmente uma outra ‘Operação Israel’. Este ano terminará provavelmente em mais um fracasso para eles, assim como ocorreu em anos anteriores”, previu Sabdan.

Além da fragilidade em perícia do Anonymous, Sabdan mencionou a formidável infraestrutura de proteção de Israel contra ameaças cibernéticas.

“A forte infraestrutura de Israel é muito avançada. Nosso centro de operações, IL-CERT, é composto pelos melhores especialistas em segurança cibernética de Israel. A base de conhecimento é enorme e os invasores não possuem táticas suficientes, e assim podemos reduzir seus ataques”.

Enquanto Sabdan admitiu que ‘o dia ainda não terminou’ e que a possibilidade de surpresas não pode ser negligenciada, ele concluiu que pouco dano seria causado, e concordou com Glinger sobre o barulho desproporcional promovido pelos meios de comunicação a respeito do assunto.

“Há uma grande diferença entre os exageros da mídia e a realidade. O Anonymous também tenta fazer um estardalhaço a respeito de suas atividades com objetivo de atrair mais atacantes cibernéticos”. 

Fonte: TPS / Texto: Alexander J. Apfel / Tradução: Bruno Scala / Foto: IDF

Marinha israelense simula sequestro de navio por terroristas do Estado Islâmico

Eilat (TPS) – A IDF (Forças de Defesa de Israel) realizou, em Eilat, um exercício naval em grande escala, que terminou no início da manhã de quinta-feira, 31/3. Um dos cenários da simulação foi o sequestro de um navio israelense civil pelo Estado Islâmico (ISIS). Todas as unidades da Marinha, incluindo a Shayetet 13 (Frota 13), unidade de comando especial, participaram do exercício. De acordo com a IDF, ele foi elaborado para treinamento de reação rápida da Marinha a ameaças imediatas, sob pressão.

Os cenários simulados durante o exercício incluíram terroristas invadindo as fronteiras de Israel por via marítima; uma tentativa de ataque terrorista dirigido a uma embarcação israelense; e assumindo controle em caso de sequestro de uma embarcação israelense por terroristas do ISIS. O último cenário foi executado pela Shayetet 13.

O aumento da atividade e influência do ISIS no Sinai é visto em Israel como uma potencial ameaça. Um oficial superior da Marinha disse que o exercício se destina a melhorar a resposta a situações de ataques terroristas marítimos. O porta-voz da unidade do IDF explicou que o exercício foi planejado com antecedência e que seu objetivo é continuar treinando as forças em diferentes cenários.

 

Fonte: TPS / Texto: Michael Bachner / Tradução: Alessandra Franco / Foto: IDF

Cidade de Jerusalém se une à ONU no programa Cidade Amiga do Idoso

Jerusalém (TPS) – A prefeitura de Jerusalém foi empossada como membro em um programa da Organização Mundial de Saúde das Nações Unidas (OMS) na terça-feira 29/3.

“A rede mundial das cidades amigas do idoso, lançada pela OMS, adicionou a cidade de Jerusalém como um membro da rede devido ao lançamento bem-sucedido, em 2014, de um plano-mestre para o apoio dos seus cidadãos idosos”, disse um porta-voz de Jerusalém ao serviço de imprensa Tazpit (TPS).

De acordo com a OMS, a rede mundial de cidades amigas do idoso foi criada a fim de lidar com o crescente fenômeno internacional da população em envelhecimento e o aumento da expectativa média de vida. Ela se esforça para melhor atender as necessidades dos moradores mais velhos e está empenhada em criar ambientes urbanos inclusivos e acessíveis para beneficiar populações de idosos.

“Jerusalém é o lar de mais de 70 mil pessoas acima de 65 anos, tornando-a a cidade com a maior população idosa no país. Nós lançamos o nosso plano-mestre cidadão idoso para aumentar a qualidade de vida dos nossos moradores idosos, incluindo a instalação de mais bancos de praça públicos, um centro de emprego e voluntariado, programas de saúde para idosos, e mais”, explicou o porta-voz.

Depois que o órgão da ONU reconheceu as realizações de Jerusalém no campo, a OMS integrou-o como um membro oficial da rede, que atualmente inclui mais de 200 cidades e comunidades de 33 países diferentes. A rede permite aos seus membros a plataforma para compartilhar informações e conhecimento, participar de pesquisas e de se juntar ou iniciar programas de cooperação internacional.

“O plano diretor municipal deu-nos as ferramentas e a capacidade de desenvolver programas e serviços que apoiam e estimulam nossos cidadãos idosos. Eles são a âncora social da nossa comunidade”, disse o prefeito de Jerusalém, Nir Barkat depois de receber o certificado de admissão na rede da OMS.

Fonte: TPS / Texto: Michael Zeff / Tradução: Alessandra Franco / Foto: Andrew McIntire

Clérigo muçulmano é condenado por discursos que incitam massacre de judeus

Jerusalém (TPS) – Um clérigo muçulmano foi condenado por incitação, por ter proferido discursos no Monte do Templo nos quais ele disse que os judeus deveriam ser “massacrados” e que eles eram semelhantes aos “macacos e porcos”.

A sentença foi proferida pelo juiz Samuel Herbst no Tribunal de Magistrados de Jerusalém, condenando o xeique Omar Abu Sara por incitação à violência e por divulgação de incitação ao racismo.

Segundo a acusação, o xeique Abu Sara falou na capela Qibli da Mesquita Al-Aqsa em novembro de 2014 sobre “as características dos judeus de acordo com o Alcorão”. O discurso foi aplaudido pelo público, filmado, e carregado no dia seguinte para o YouTube.

No discurso, Abu Sara comparou judeus com “macacos e porcos” e os acusou de assassinar o profeta islâmico Maomé, juntamente com outros profetas. Ele também disse que os judeus têm de ser massacrados.

“Eu digo aos judeus explicitamente: É hora de massacrar vocês, lutar com vocês e matar vocês”, ele pregou. “Aguardamos o dia e momento quando chegar a hora de acabar com vocês, e vamos enfrentá-los, se Deus quiser (…) Deus, por favor acelera aquele dia, agiliza o dia da morte deles, acelera o dia em que purificamos Al-Aqsa da sua sujeira, acelera o dia em que um estado califado islâmico seja estabelecido”.

Em seu veredicto, o juiz Herbst disse que “quando eu olho para o réu vejo um ser humano, e é profundamente lamentável que quando ele olha para mim, ele veja um macaco ou um porco, destinado a ser impiedosamente exterminado”.

“Judeus e árabes vivem lado a lado em Israel, e isso não vai mudar”, Herbst continuou. “O réu e seus semelhantes inflamam tensão constante, que começa com discursos e termina com o atual registro de crianças e jovens segurando facas e direcionando-as para os corpos, a carne e gargantas de membros de outra nação”. “É hora de parar esta incitação, na Internet, em reuniões, e em locais de culto”, concluiu.

A queixa foi apresentada pela Honenu, uma organização de ajuda legal, em nome de Yehuda Glick, um conhecido defensor dos direitos dos judeus no Monte doTemplo, pouco depois de Glick sobreviver a um atentado contra sua vida por um terrorista palestino.

Em resposta à condenação, Honenu saudou a decisão, mas acrescentou que “infelizmente, quando se trata de incitação contra os judeus, cabe aos cidadãos e organizações ajudar o sistema legal a fazer o seu trabalho. Esperamos que estas mudanças políticas e que a polícia e o procurador da República façam o seu trabalho fielmente”.

“Espero que ele receba o castigo que ele merece”, comentou Yehuda Glick. “Eu também espero que isso desencoraje outros e que o Monte do Templo possa voltar a ser um centro de paz e não de incitação”.

Fonte: TPS / Texto: MichaelBachner / Tradução: Alessandra Franco / Foto: Kobi Richter

Páscoa em Jerusalém com um padre jesuíta, judeu por nascimento

Jerusalém (TPS) – Celebrar a Páscoa em Jerusalém é, sem dúvida, uma experiência transformadora para os milhares de peregrinos cristãos que migram para a cidade santa, mas essa transformação parece mais literal para o padre David Neuhaus. Neuhaus, 54 anos, um padre jesuíta em Jerusalém, vigário no Patriarcado Latino de Israel, foi criado como judeu e se considera judeu  ainda hoje.

“Eu me vejo como um judeu israelense”, Neuhaus disse ao serviço de imprensa Tazpit (TPS). Ele explicou que pela religião ele é cristão, mas por todos os outros parâmetros culturais ele se identifica com a comunidade judaica de Israel. Ou, como Neuhaus sucintamente diz, “eu sou um deles”.

Em nenhum lugar essa mistura inusitada foi mais evidente do que em Jerusalém neste fim de semana passado, como o feriado judaico de Purim – uma festa barulhenta de máscaras e bebidas – coincidindo com a Sexta-Feira Santa, a comemoração católica da crucificação de Jesus. “Tivemos nossa Quinta-Feira Santa e Sexta-feira Santa, quando os nossos filhos se fantasiaram [para Purim] durante o dia e vindo para as orações à noite”, disse Neuhaus à TPS. “De fato cria um pouquinho de esquizofrenia, porque estamos passando de um carnaval para os dias mais solenes do calendário cristão”. “Nós fazemos um monte disso”, ele acrescentou, “nos movendo entre as culturas”.

Neuhaus nasceu em uma família de refugiados judeus alemães em Johannesburgo, África do Sul, onde frequentou escolas judaicas. Ele contou que sua família estava “vagamente tradicional” em uma comunidade judaica ortodoxa moderna, mas “não muito praticante”. Aos 15 anos sua escola o enviou para Israel por três meses para aprender hebraico. Foi uma viagem que iria alterar drasticamente o curso de sua vida de uma forma totalmente imprevisível.

Como uma criança precoce (Neuhaus prefere “neurótica”), ele tinha um interesse peculiar na história da Rússia czarista e seguiu suas investigações até um aristocrata russo exilado vivendo em um mosteiro no Monte das Oliveiras, em Jerusalém, onde ele conheceu uma freira de 89 anos de idade, que era totalmente paralisada e ainda assim falou com ele durante três horas seguidas. “Eu só conheci a pessoa mais feliz que eu já encontrei em toda a minha vida”, Neuhaus lembra de ter pensado. A mulher em êxtase lhe disse que ela estava apaixonada. “Esse foi o primeiro encontro com uma pessoa de Jesus”, Neuhaus explicou.

“Eu voltei e disse aos meus pais que queria ser um cristão”, disse Neuhaus à TPS, “e meus pais responderam com um enfático: ‘Como você pode se juntar a eles depois do que fizeram para nós?’”

Ainda adolescente, Neuhaus prometeu a seus pais que ele iria esperar dez anos antes de se converter. “Eu tentaria encontrar algum tipo de resposta nesses dez anos sobre como poderiam os discípulos de Jesus fazer o que fizeram quando se tratava dos judeus”, disse ele. “Eu mantive a promessa.”

Neuhaus foi finalmente batizado em Jerusalém, em 1988, e foi ordenado padre jesuíta em 2000. Ele agora é um representante do arcebispo, conhecido em Israel como o Patriarca – clérigo católico de mais alta patente no país – supervisionando sete igrejas de língua hebraica e russa em todo o país. Seu rebanho é composto principalmente por membros de família cristã, bem como de migrantes africanos e requerentes de asilo, com “muito poucos convertidos” da comunidade judaica, disse ele.

Ele também fala árabe e está “muito envolvido na igreja de língua árabe”. “Estamos unidos pela nossa fé”, disse. Neuhaus observou os feriados desta semana com serviços na igreja do Santo Sepulcro e do Jardim Getsêmani, em Jerusalém, que são áreas sagradas associadas com a prisão e crucificação de Jesus.

No entanto, as horas de oração trazem à memória de Neuhaus os dias mais santos para os judeus. Na verdade, ele se lembra de uma Sexta-feira Santa que passou rezando com os coptas do Egito, que insistem em jejuar e cuja liturgia é tão longa que “parece muito com o Yom Kipur”. Notavelmente, Neuhaus ainda participa regularmente dos serviços de Rosh Hashaná e Yom Kipur. “Eu vou a uma sinagoga onde as pessoas sabem quem eu sou, então eu não estou de brincadeira”, Neuhaus explicou. Apesar da ressalva, ele frequenta os serviços desses dias sagrados porque “é quem eu sou, histórica e sociologicamente”, Neuhaus disse que ele acrescentou que “somos chamados, como católicos, para estar em uma relação profunda com o povo judeu”.

Fonte: TPS / Texto: Jesse Lempel / Tradução: Alessandra Franco / Foto: Hillel Maeir

Após atentado em Istambul, Netanyahu diz que Israel lidera luta global contra o terrorismo

Jerusalém (TPS) – Israel está na linha de frente na batalha contra o terrorismo global, disse o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu na reunião semanal de gabinete no domingo, 20/3. A declaração foi feita após o atentado terrorista no sábado 19/3, em Istambul, que tirou a vida de três israelenses.

“O terrorismo semeia morte e destruição em todo o mundo”, disse Netanyahu. “Israel está na vanguarda da luta contra o terrorismo global.”

Netanyahu argumentou que o papel de Israel como um líder na luta contra o terror lança dúvidas sobre as ações de grupos que criticam a IDF (Forças de Defesa de Israel). “A IDF e as forças de segurança são os que lideram a luta militar contra o terrorismo”, disse Netanyahu. “A tentativa de desacreditar a IDF está errada em si, mas a tentativa de reunir informações sobre eles é intolerável”.

Na semana passada, Netanyahu acusou a ONG Breaking the Silence de “cruzar outra linha vermelha”, quando uma reportagem investigativa do Canal 2 da televisão israelense mostrou ativistas do grupo aparecendo para reunir inteligência operacional confidencial sobre a IDF. As autoridades estão investigando o assunto.

Netanyahu acrescentou que Israel não apenas se destaca no mundo em uma luta militar, mas também numa luta moral. “Esta luta é principalmente militar, mas não menos uma luta moral”, Netanyahu ressaltou. “O ponto fundamental da luta moral contra o terrorismo é deixar claro que o terrorismo mata pessoas inocentes. Ele não tem justificativa em qualquer lugar, não em Istambul, não na Costa do Marfim, e não em Jerusalém”. Netanyahu acrescentou que, em relação ao terrorismo, não há nenhuma área de indefinição. “Aqueles que não condenam o terrorismo, apoiam o terrorismo”, disse ele.

Fonte: TPS / Texto: Jonathan Benedek / Tradução: Alessandra Franco / Foto: Hillel Maeir

Corpos das vítimas de atentado em Istambul chegam a Israel

Os nomes dos três israelenses mortos no ataque terrorista em Istambul neste sábado, 19/3, foram liberados para publicação no domingo, 20/3. Simcha Damari, 60 anos, da cidade Dimona, Yonathan Suher, 40, de Tel Aviv, e Avraham Goldman, 69, de Ramat Hasharon morreram no ataque, disse o Ministério das Relações Exteriores.

As equipes médicas da Magen David Adom, ZAKA, e da IDF chegaram à Turquia para fazer contato com os israelenses feridos, identificar os cidadãos israelenses mortos e coordenar a transferência dos corpos das vitimas para Israel. Uma aeronave militar levando os corpos aterrissou no aeroporto Ben Gurion na tarde de domingo. Ela também trouxe os últimos cinco israelenses de volta ao lar para receber tratamento em hospitais locais.

Quatro pessoas foram mortas, incluindo os três israelenses, quando um homem-bomba atacou numa rua principal no centro de Istambul. A explosão também feriu 36 pessoas, incluindo 11 israelenses. Três dos israelenses feridos são cônjuges dos que foram mortos. Autoridades turcas disseram que um teste de DNA confirmou que o terrorista era Mehmet Öztürk, 24 anos, um membro da organização Estado Islâmico (ISIS).

As vítimas israelenses foram visitar Istambul como parte de uma excursão culinária. Dois deles também possuem a cidadania americana. Yonathan Suher, um funcionário de alta tecnologia e pai de dois filhos, celebrou recentemente o seu 40º aniversário e estava viajando com sua esposa, Inbal, que ficou gravemente ferida no atentado. Avraham Goldman, um guia turístico, também foi morto enquanto sua esposa, Nitza, foi ferida.

Simcha Damari estava ao lado de seu marido, Ephraim, quando a explosão ocorreu, matando-a e ferindo-o levemente. Benny Biton, prefeito da cidade israelense de Dimona, disse que a família Damari era “bem conhecida e reconhecida por contribuir para os necessitados, além de ajudar instituições de forma anônima”.

Cinco dos israelenses feridos que ainda permaneciam em hospitais em Istambul foram levados para Israel na tarde de domingo, 20/3. Quatro estão em estado grave, incluindo uma senhora de 60 anos que foi muito seriamente ferida, e um que está em estado moderado.

Cinco outros israelenses feridos, em estados de leve a moderado, foram levados para Israel em ambulâncias aéreas durante a noite de sábado para domingo,19-20/3. Três estão no hospital Sheba, em Ramat Gan, e dois no hospital Ichilov, em Tel Aviv. “Eu me sinto bem e estou feliz de ter chegado de volta a Israel”, disse Pnina Greenfield, que foi ferida no ataque. “Agradeço a equipe que me trouxe aqui e desejo uma rápida recuperação a todas as vítimas feridas”.

Após o atentado, o Escritório de Combate ao Terrorismo emitiu um aviso contra viagens de israelenses para a Turquia. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu comentou sobre o ataque mortal no início da reunião semanal de gabinete. “O terrorismo semeia morte e destruição em todo o mundo”, disse ele. “Israel está na vanguarda da luta contra o terrorismo global”. “O ponto fundamental da luta moral contra o terrorismo é deixar claro que o terrorismo mata pessoas inocentes”, acrescentou Netanyahu. “Ele não tem justificativa em qualquer lugar, não em Istambul, não na Costa do Marfim e não em Jerusalém”.

Fonte: TPS / Texto: Michael Bachner / Tradução: Alessandra Franco / Foto: Hillel Maeir

Jovens árabes e judeus correm Maratona de Jerusalém juntos

Jerusalém (TPS) – A Sexta Maratona Internacional de Jerusalém, uma das maiores de Israel, com cerca de 30 mil participantes de 65 países, foi realizada na sexta-feira, 18/3. O queniano Kipkogey Shadrack venceu a prova masculina com um tempo de 2h16m33s, e a companheira queniana Joan Jepchir superou todas as outras mulheres com 2h38m30s.

Mais atrás, outro grupo também estava pegando seu passo: uma equipe única de corredores judeus e árabes em uma exibição de coexistência. Corredores Sem Fronteiras é um grupo misto árabe-judaico de corrida constituído por cerca de 70 corredores, muitos deles adolescentes. A maioria dos atletas são de Jerusalém, e geralmente são mais participantes árabes do que judeus. O grupo inclui duas equipes de corrida distintas: uma para meninos e outra para meninas. O grupo das meninas foi fundado por Shoshana Ben-David, 18 anos, pouco antes do início da operação Margem Protetora em Gaza, no verão de 2014. A equipe dos meninos foi fundada na mesma época por Israel Haas, 36, um administrador de empresas de Jerusalém.

“É natural para nós participar da principal corrida do ano, uma vez que treinamos em Jerusalém”, disse Haas ao Serviço de Imprensa Tazpit (TPS). “É simbólico porque esta é a primeira equipe árabe-judaica a correr e competir na Maratona de Jerusalém. Quero enfatizar a palavra ‘competir’, porque estamos correndo para vencer”, afirmou.

O evento contou com vários percursos competitivos: uma maratona (42km), uma meia-maratona (21km) e uma corrida de 10km. Outros percursos não-competitivos, incluindo uma corrida de 5 km, uma corrida de diversão em família (1,7 km), e uma corrida comunitária de 800m. Haas disse que cerca de 40 dos membros do grupo competiram na maratona este ano. No entanto, ele também descreveu dificuldades que o grupo tem enfrentado devido ao clima de tensão política. “Nós dificilmente conseguimos recrutar meninos judeus”, disse Haas à TPS, “por causa da situação e todo o medo. Eu não posso culpá-los, talvez eu teria medo como eles. Você pode ver a complexidade da situação”.

De acordo com Haas, esta é a primeira vez que árabes de Jerusalém oriental, a maioria dos quais não têm cidadania israelense, correram a maratona.

“Até que haja uma solução para a situação [política], eles só querem viver suas vidas e tomar parte no que a cidade lhes oferece”, explica Haas. “Eles querem ser tratados como cidadãos iguais da cidade de Jerusalém”.

Fonte: TPS / Texto: Michael Bachner (com colaboração de Jesse Lempel) / Tradução: Alessandra Franco / Fotos: Hillel Maeir

Ruínas de Igreja histórica são encontradas em Israel

A Autoridade de Antiguidades de Israel (AAI) anunciou nesta quarta (10) que foram encontradas ruínas uma igreja bizantina histórica perto da cidade árabe de Abu Gosh.

Ela tem mais de 1.500 anos de idade e provavelmente era um ponto de parada nos viajantes que se dirigiam a Jerusalém no século 4.

A descoberta surgiu durante as escavações de ampliação da Rodovia 1, a mais importante do país, que liga Jerusalém a Tel Aviv.  Para os especialistas, essa era uma parte importante de um complexo que ficava na rota romana entre a costa mediterrânea e Jerusalém.

As ruínas estão situadas fonte da fonte de água conhecida como Ein Naqa’a. Yoli Shwartz, que comanda a escavação, explica que a igreja mede 16 metros de comprimento, com uma capela lateral de 6,5 por 3,5 metros. Seu piso de mosaico branco está bem conservado. Existe ainda um batistério em formato de trevo de quatro folhas (que simbolizava a cruz) é característico da época.

Num dos quartos adjacentes foram achadas grandes quantidades cerâmica, lâmpadas de óleo, moedas, copos de vidro, fragmentos de mármore e conchas de madrepérola.

Annette Nagar, diretora da escavação, explica: “Este local de parada na estrada deixou de ser utilizada após o declínio do período bizantino, mas a rota existente a seu lado foi renovada e continua sendo utilizada até os tempos modernos”.

Autor confessa que livro sobre visita ao céu é mentira

Em 2010, quando o livro “O céu é de verdade” se tornou um sucesso de vendas, gerando posteriormente um filme que foi igualmente bem-sucedido, muitos líderes cristãos criticaram as narrativas de se descrever o céu em termos que “vão além” do que a Bíblia fala do assunto.  Mesmo assim, a narrativa da ida de Colton Burpo, então com 4 anos – filho do pastor Todd Burpo, autor do livro – ao céu e voltar para contar inspirou milhões de pessoas em todo o mundo.

Na mesma época, outro livro foi lançado, sendo igualmente um sucesso de vendas. ‘The Boy Who Came Back from Heaven’ [O menino que voltou do céu], inédito no Brasil. Seu subtítulo indicava ser uma história real de como Alex Malarkey e seu pai Kevin sofreram um grave acidente de carro. Alex, então com seis anos teria morrido e visitado ao céu. Posteriormente, foi lançado um DVD com o relato deles. Alex ficou paralítico, estando confinado a uma cadeira de rodas até hoje.

Porém, o mercado de livros evangélicos foi abalado na semana passada quando Kevin, hoje um adolescente, decidiu revelar que, ao contrário do relato de Colton Burpo, sua história era ficcional. Ele acusa seu pai, Kevin, de ter se aproveitado do estado do filho, que teve graves sequelas do acidente, e lucrado com uma mentira.

Aos 16 anos de idade, Alex afirma ter se convertido de verdade e não poder mais viver com essa culpa.  Sua mãe, Beth defendeu o filho, dizendo que ele ele tentara contar a verdade antes, mas fora impedido pelo pai. O casal hoje está separado e Beth vive com os 4 filhos.

Ela explica que nem ela nem os filhos tiveram qualquer lucro com as vendas do livro, que também foi lançado em outros países. Os direitos autorais pertencem integralmente a Kevin.

“Minha esperança é que tudo isso pode ser resolvido de uma forma que exalte a Cristo, honrando a verdade (2 Tessalonicenses 2:14)”, disse ela em nota oficial. A Tyndale House, editora responsável pelo livro, mandou recolher das livrarias e suspendeu as vendas online. Maggie Wallem Rowe , responsável pelo departamento de marketing da editora, afirma que há dois anos que a Tyndale trabalhava para “corrigir as imprecisões” detectadas, mas a família Malarkey não concordava.

Grande parte da polêmica inciou em 2013, quando o conhecido pastor e autor John MacArthur fez duras críticas aos fatos narrados em The Boy Who Came Back From Heaven quando lançou seu livro “The Glory of Heaven” [A glória do Céu]. Segundo  MacArthur, era “um dos livros mais enganosos já lançados”.

Tanto o jovem Alex quanto sua mãe, estão fazendo uma campanha online, alertando que os cristãos não se deixem enganar por “revelações sobre o céu”, pois “Existe apenas uma verdade absoluta e infalível: a Palavra de Deus!”. Em outro trecho do seu apelo, afirma: “Eu não morri. Eu não fui para o céu. Eu disse que fui para o céu, porque pensei que iria conseguir chamar a atenção. Quando eu falei todas essas coisas, nunca tinha lido a Bíblia. As pessoas têm lucrado com mentiras. Devemos ler a Bíblia, que é o suficiente. A Bíblia é a única fonte da verdade. É somente através do arrependimento de seus pecados e a fé em Jesus como o Filho de Deus, que morreu por seus pecados, que podemos ser perdoados e aprender sobre o céu que está escrito na Bíblia. Eu quero que o mundo inteiro saiba que a Bíblia é o suficiente”.

As declarações de que sua visita ao céu foi inventada está causando grande debate entre editoras, livrarias e teólogos nos EUA. Por um lado, há quem defenda que todos os livros sobre viagens ao céu e/ou inferno deveriam ser retiorados das prateleiras. Já Paul Wilkinson, dono de uma cadeia de livrarias evangélicas declarou à conceituada revista Christianity Today: “Eu não gosto de tudo que a nossa indústria produz, mas retirar tudo, exceto a Bíblia, significa jogar fora um vasto catálogo de literatura cristã, que inclui desde os escritos dos Pais da Igreja até os grandes clássicos dos séculos 17, 18 e 19. Além disso, muitos dos grandes heróis espirituais alegam terem passado por uma série de experiências estranhas e místicas, que muitos não gostam de falar hoje”.