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Gabinete israelense aprova 12,8 milhões de dólares para Kiryat Arba e Hebron

Jerusalém (TPS) – O gabinete israelense aprovou 50 milhões de shekels (12,8 milhões de dólares) para fortalecer Kiryat Arba e a comunidade judaica em Hebron, no domingo, 10 de julho.

Comentando sobre o plano de assistência especial na reunião semanal de gabinete, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu assinalou que “todas as repartições públicas têm sido recrutadas para ajudar os moradores que permanecem heroicamente frente ao perverso terrorismo, incluindo o ataque terrorista de ontem no qual, felizmente, nenhuma vida foi perdida”.

O primeiro-ministro de Israel estava se referindo ao ataque terrorista em Gush Etzion na noite de sábado, 9/7, perto de Tekoa, onde uma família israelense de oito pessoas foi alvo de tiroteio quando se dirigiam para casa em Netivot após uma visita aos avós das crianças na comunidade Metzad. A esposa e os seis filhos saíram milagrosamente ilesos enquanto o pai, que estava dirigindo o veículo da família, foi moderadamente ferido pelos tiros, que atingiram sua perna.

A aprovação do gabinete vem 10 dias após o assassinato da menina Hallel Ariel, de13 anos, que foi esfaqueada até a morte por um terrorista palestino de 17 anos, enquanto ela dormia em sua cama na casa de sua família em Kiryat Arba, na quinta-feira, 30/6.

No dia seguinte, sexta-feira (1/7), aconteceu outro ataque terrorista, desta vez contra o rabino Miki Mark e sua família da comunidade Otniel, localizada perto de Hebron, quando dirigiam na Rota 60. Mark foi morto por terroristas palestinos que dispararam tiros de um veículo em movimento. Sua esposa ficou gravemente ferida pelos disparos, enquanto dois de seus filhos ficaram leve e moderadamente feridos no ataque.

O aumento no financiamento será usado para educação, segurança e serviços sociais em Kiryat Arba e em Hebron e será destinado por um período de três anos. O Ministério da Habitação e Construção designará 4,5 milhões de shekels (1,1 milhões de dólares) para Kiryat Arba, alguns dos quais serão utilizados para renovar áreas públicas, escadarias e edifícios, bem como para programas educacionais e iniciativas comunitárias.

O ministro de Construção e Habitação e ex-general da IDF (Forças de Defesa de Israel), Yoav Galant, do partido Kulanu, afirmou na reunião a importância nacional em ajudar a comunidade de Kiryat Arba, que tem aproximadamente 8 mil habitantes.

“É nossa responsabilidade fortalecer os moradores de Kiryat Arba e fortalecer a comunidade local, especialmente neste momento, dias após o inconcebível crime de uma menina em seu sono na comunidade”, disse Galant.

Fonte: TPS / Texto: Anav Silverman / Tradução: Hannah Franco / Foto: Hillel Maeir

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Netanyahu discute Paz e Segurança no Oriente Médio com Tony Blair

Jerusalém (TPS) – O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu recebeu o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair em Jerusalém na manhã de segunda-feira, 11/7, antes de participarem de uma reunião para discutir a segurança regional e as perspectivas de paz no Oriente Médio.

“Você tem sido uma grande ajuda para todos nós, tentando avançar na causa da paz e da segurança no Oriente Médio, e sou-lhe muito grato por isso”, disse Netanyahu a Blair.

Tony Blair tem se envolvido significativamente no processo de paz no Oriente Médio, principalmente a partir de 2007, quando ele assumiu o papel de enviado do Quarteto para o Oriente Médio. O Quarteto, que é composto pelos Estados Unidos, União Europeia, Nações Unidas e Rússia, foi formado em 2002, no auge das tensões durante a segunda Intifada, em um esforço para trazer Israel e a Autoridade Palestina de volta às negociações.

Tony Blair renunciou ao seu cargo de enviado do Quarteto em maio de 2015, a fim de assumir um papel alternativo, ainda que um informal, para ajudar a trazer uma solução definitiva para o conflito entre Israel e Palestina. Blair lançou sua própria iniciativa em novembro passado na qual ele disse que iria “trabalhar através desta iniciativa para o Oriente Médio, como eu a chamo, para experimentar, impulsionar e promover um processo político no âmbito da iniciativa de paz árabe”.

Blair, cujo encontro com Netanyahu se deu após ao do ministro egípcio das relações exteriores Sameh Shoukry, implicitamente expressa esperança de que os esforços do Egito dariam frutos.

“Acredito que a visita foi extremamente importante e significativa e espero que isto possa oferecer novas oportunidades para o futuro pela paz na região e pela estabilidade na região”, disse Blair.

Fonte: TPS / Texto: Jonathan Benedek / Tradução: Hannah Franco / Foto: GPO

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Adolescente terrorista do Hamas apreendido revela detalhes do projeto de túneis para atacar Israel

Beersheva (TPS) – Um adolescente de Gaza, de 17 anos, que atuou na ala militar do Hamas por dois anos, incluindo no projeto do túnel, foi preso e acusado em um Tribunal israelense. O Shin Bet (Agência de Segurança de Israel) autorizou para publicação a prisão dele no dia 6 de abril, depois de atravessar ilegalmente de Gaza para Israel. Ele foi indiciado na terça, 10/5, no Tribunal Distrital de Beersheva.

Uma investigação revelou que ele foi recrutado pouco antes da Operação Margem Protetora em 2014, e passou por vários cursos militares. Participou em várias atividades, incluindo emboscadas contra o IDF (Forças de Defesa de Israel) e a escavação de túneis em direção a Israel. A maior parte de seu treinamento foi focado em ataques ofensivos, tais como infiltração, entrada em edifícios e detonação de explosivos. O Shin Bet disse em um comunicado que esta era “parte de uma expectativa de que a próxima guerra fosse realizada dentro de Israel”.

O suspeito forneceu informações completas aos interrogadores sobre os esforços do Hamas em cavar túneis para atacar Israel, o local de muitas entradas de túnel na faixa de Gaza, e as rotas dos túneis que deveriam ser usadas pela unidade de elite da organização em tempos de emergência. O Shin Bet ouviu relatos sobre detalhes técnicos das escavações, ferramentas e procedimentos de trabalho. “Por exemplo, não lhes é permitido sair do túnel em seus trajes de trabalho ou antes de tomar banho e mudar de roupa dentro do túnel, com o intuito de camuflar a sua atividade,” disse o porta-voz do Shin Bet.

O menor também participou da colocação de explosivos dentro e ao redor de túneis em caso de infiltração pelas forças do IDF e até bombas adicionais eram armazenadas em sua casa em Jabaliya. Embora o Hamas esteja ciente e monitorando os esforços israelenses na localização dos túneis, o suspeito disse aos interrogadores que a organização terrorista continua a cavá-los.

De acordo com o Shin Bet, o menor é apenas um dos muitos agentes terroristas sendo atualmente interrogados, revelando informação privilegiada sobre o projeto intensivo de construção de túneis do grupo terrorista Hamas. O adolescente foi indiciado por seis acusações, incluindo adesão a uma associação ilícita, conspiração para assassinato e sequestro, tentativa de homicídio, e por dar informações ao inimigo com a intenção de prejudicar a segurança nacional.

Fonte: TPS / Texto: Michael Bachner / Tradução: Bruno Scala / Foto: Kobi Richter
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Esfaqueador palestino de 14 anos é condenado por tentativas de assassinato

Jerusalém (TPS) – Um adolescente palestino que cometeu um ataque por esfaqueamento em Jerusalém, e foi então falsamente proclamado como morto pelo presidente palestino, Mahmoud Abbas, foi condenado na terça-feira,10/5, por dois crimes de tentativa de homicídio no Tribunal Distrital de Jerusalém.

Ahmad Manasra cometeu o ataque quando ele tinha 13 anos, em outubro de 2015, junto com seu primo Hasan, de 15 anos, que foi posteriormente morto por forças policiais. Os dois esfaquearam e feriram gravemente Naor Shalev, 13 anos, que estava andando de bicicleta, e também um outro israelense de 21 anos. Shalev conseguiu uma rápida recuperação e comemorou seu Bar Mitzva (maioridade religiosa judaica) dois meses depois.

O ataque fez manchetes internacionais quando Abbas acusou publicamente Israel de “executar” Manasra “a sangue frio”, enquanto de fato ele estava vivo e sendo tratado de ferimentos graves em um hospital israelense. Após surgirem fotos do menino se recuperando no Centro Médico Hadassah, em Jerusalém, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu criticou Abbas por “incitação”.

No meio da onda de esfaqueamento, Manasra foi atingido por um carro. Uma gravação em vídeo dramático o mostrou consciente, embora gravemente ferido e deitado em uma poça de sangue, com espectadores israelenses o repreendendo.

No Tribunal, Manasra admitiu a realização do ataque, mas seus advogados alegaram que ele só queria ferir suas duas vítimas. Os juízes rejeitaram essa alegação.

A acusação afirmou que Manasra voltou da escola e encontrou seu primo. “Eles falaram sobre a ‘situação’ na Mesquita Al-Aqsa e o estado dos moradores da Faixa de Gaza, a Autoridade Palestina e o Hamas. Com a intenção de ajudá-los, eles decidiram se tornarem mártires e serem mortos como parte de uma guerra religiosa”.

Fonte: TPS / Texto: Michael Bachner / Tradução: Alessandra Franco / Foto: Hillel Maeir

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Israel vai investir US$ 133 milhões em apoio a sobreviventes do Holocausto

Jerusalém (TPS) – O ministro das finanças de Israel, Moshe Kahlon, anunciou planos, na segunda-feira, 2/5, para aumentar o apoio financeiro anual para sobreviventes do Holocausto e beneficiários idosos da previdência social, no montante de meio bilhão de shekels (US$ 133 milhões de dólares) antes do Dia da Recordação do Holocausto, comemorado no país esta semana.

“Infelizmente, os governos israelenses anteriores não fizeram o suficiente em benefício dos sobreviventes do Holocausto… o programa centra-se em tirar os sobreviventes idosos do Holocausto da linha de pobreza”, disse Kahlon, durante o evento anual do Knesset (Parlamento Israelense) que celebra a derrota da Alemanha nazista. “Além disso, não tem sido feito o suficiente para a população de idosos economicamente desfavorecidos – aumentar seus benefícios foi uma das nossas condições para entrar no governo”.

Os novos planos irão beneficiar 60 mil sobreviventes que vivem abaixo da linha da pobreza e vai adicionar 350 milhões de shekels (quase US$ 1 milhão de dólares) destinados a beneficiários idosos da previdência social.

“Na quarta-feira (4/5), entraremos em Yom Hashoah (Dia da Recordação do Holocausto), como fazemos todos os anos”, disse Kahlon. “À medida que os anos passam, vemos uma diminuição no número de sobreviventes do Holocausto em Israel. Entretanto, o que não está diminuindo é o nosso desejo de ouvir suas histórias, que são uma parte inseparável da fundação do país, bem como o nosso desejo em possibilitar que envelheçam com dignidade”.

Fundos do governo para os sobreviventes têm aumentado nos últimos anos, de acordo com a ONG ‘Aviv para Sobreviventes do Holocausto’, dedicada a informar à população sobrevivente israelense das alterações relativas à atribuição de subvenção e mudanças na política do governo.

“Acreditamos que em 2016 não teremos quaisquer dos sobreviventes em situação de pobreza – esta é a última oportunidade de ajudar os sobreviventes do Holocausto e é por isso que todo mundo está tentando ajudar”, disse Aviva Silverman, CEO e fundadora da organização em uma entrevista ao serviço de imprensa Tazpit (TPS). “É difícil dizer qual o impacto e influência que o projeto terá, mas nós realmente abraçamos e valorizamos todo e qualquer tipo de apoio e mudança. Qualquer benefício dado é uma bênção”.

A idade média dos sobreviventes em Israel é de 82 anos, Silverman disse, e muitos sobreviventes precisam de ajuda para entender e se inscreverem para estes benefícios.

“O principal problema é que porque existem tantas mudanças e anúncios, os sobreviventes do Holocausto não estão cientes de muitos dos benefícios que podem desfrutar”, Silverman disse à TPS. “Nosso trabalho é informá-los e ajudá-los a se inscreverem para estes benefícios”.

Fonte: TPS / Texto: Joshua B. Dermer / Tradução: Alessandra Franco / Foto: Gil Yohanan

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Israelenses percorrem locais históricos no feriado da Páscoa

Milhares de israelenses aproveitaram o belo clima do feriado de Pessach (Páscoa judaica) e enfrentaram o tráfego intenso para caminhar por marcos antigos, parques e reservas naturais de Israel no último domingo, 24/4. “Já nas primeiras horas da manhã, milhares de viajantes visitaram as reservas naturais e parques nacionais, especialmente rios e praias”, observou Ra’ya Sorki, chefe do Setor Público e Comunitário da Autoridade de Parques e Natureza de Israel.

No mar da Galileia, ao menos nove praias ficaram lotadas. A multidão de viajantes israelenses, conforme já estava previsto, causou engarrafamentos em todo o país. A Autoridade de Parques e Natureza registrou aproximadamente 180 mil pessoas, entusiastas da natureza, entrando nos parques já nas primeiras horas do dia. No entanto, os sítios naturais e parques recreativos de Israel não foram os únicos locais que os israelenses escolheram para visitar. Milhares de israelenses decidiram visitar alguns dos marcos históricos de Israel na Judeia e Samaria, que tem sido frequentemente alvo de ataques terroristas nos últimos meses.

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu enviou uma carta antes do feriado incentivando especificamente as visitas à região. “Estamos muito felizes que o próprio primeiro-ministro enviou uma carta incentivando a nação de Israel a visitar os locais bíblicos no coração bíblico de Israel por toda Judeia e Samaria”, disse Miri Maoz-Ovadia, porta-voz do Conselho Regional Binyamin, para o Serviço de Imprensa Tazpit (TPS).

A região de Binyamin está localizada ao norte de Jerusalém e sul do resto da Samaria. Incluído entre seus locais históricos estão o Tabernáculo bíblico em Siló e o caminho dos patriarcas históricos (entre Jerusalém e Hebron). “Acho que estamos gratos e felizes em ver tal reconhecimento oficial da importância da história, especialmente em um feriado que fala sobre recordar a história e transmiti-la para a próxima geração”, disse Maoz-Ovadia.

Particularmente no feriado da Páscoa, muitos turistas israelenses desejam visitar lugares que ressoam com a história do povo judeu na região. “As celebrações e atividades em Samaria, na região de Binyamin, Gush Etzion, região de Hebron, e no Vale do Jordão enfatizam os aspectos bíblicos e arqueológicos dos locais, porque na Páscoa é isso que as pessoas estão procurando”, explicou Maoz-Ovadia à TPS. “Eles estão buscando conectar-se à história de Israel, bem como à natureza. Se você quiser ter um passeio significativo em família, este é o lugar para fazê-lo.

Um passeio assim também ocorreu na segunda, 25/4, em Gush Etzion, região da Judéia, localizada ao sul de Jerusalém, onde dezenas de israelenses caminharam da junção Gush Etzion até a comunidade vizinha de Karmei Tzur. A caminhada rememorou Eliav Gelman, 30 anos, um oficial da reserva da IDF (Forças de Defesa de Israel) de Karmei Tzur que foi morto em um incidente por fogo amigo durante um ataque palestino de esfaqueamento na junção Gush Etzion em fevereiro deste ano.

Fonte: TPS / Texto: Jonathan Benedek / Tradução: Alessandra Franco / Ehud Amiton

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Árabe israelense, que queria ser recruta do ISIS, é condenado em Jerusalém

Jerusalém (TPS) – Um jovem árabe israelense que tentou juntar-se à organização terrorista Estado Islâmico foi condenado a uma pena de prisão de quinze meses, nesta terça-feira, 19/4. Fares Saritah, 19 anos, residente do bairro Kfar Akeb de Jerusalém, se declarou culpado das acusações de “tentativa de ingressar em uma organização ilegal e tentativa de desertar para um Estado inimigo”, referindo-se ao Estado Islâmico na Síria e no Iraque (ISIS) e à Síria como Estado inimigo.

“Com base na própria confissão e admissão plena do acusado eu o encontro culpado de tentativa de ingressar em uma organização ilegal”, disse o juiz Aharon Farkash em sua sentença. A investigação conjunta, realizada pela Agência de Segurança de Israel (ISA) e pela polícia israelense, revelou que Saritah supostamente convenceu seus dois irmãos a também se juntarem ao Estado Islâmico. Um deles conseguiu sair de Israel e juntar-se ao grupo terrorista na Síria.

De acordo com a nota de acusação, em abril de 2015 Saritah deixou Israel com seu irmão e primo e chegaram a Istambul planejando chegar à Síria através da Turquia, um caminho comum para os muçulmanos radicalizados que tentam juntar-se ao Estado islâmico. No entanto Saritah nunca passou do aeroporto de Istambul, porque seu passaporte estava vencido. Ele então teve que embarcar para Israel para regularizar seus papéis onde, na chegada, foi pego pela Agência de Segurança de Israel (ISA).

Fonte: TPS / Texto: Michael Zeff / Tradução: Alessandra Franco / Foto: Hillel Maeir

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Terroristas indignados com Twitter por fechar contas do Hamas

O Twitter encerrou outra conta usada pela organização terrorista Hamas na sexta-feira, 15/4, provocando indignação e condenação do braço militar do Hamas, as Brigadas Izz al-Din al-Qassam. A conta pertencia ao porta-voz da ala militar, Abu Ubaida, que abriu a conta atual após o encerramento das contas em língua árabe, inglês e hebraico das brigadas Al-Qassam, em fevereiro. “O Twitter escolheu ficar com a ocupação, que refuta suas alegações de honestidade e imparcialidade”, afirmou Abu Ubaida no sábado, 16/4.

“Condenamos o uso do Twitter para promover o terrorismo e as regras do Twitter deixam claro que este tipo de comportamento, ou qualquer ameaça violenta, não são permitidos em nosso serviço”, o Twitter declarou em fevereiro. O Twitter já havia encerrado, em março, as contas Al-Qassam em árabe e inglês, após “pressão exercida por grupos sionistas”, disse o ex-gerente da conta Al-Qassam em um comunicado no site do grupo terrorista.

Os movimentos contra o Hamas vêm em meio à campanha em curso no Twitter contra a propagação do extremismo islâmico, durante a qual cerca de 125 mil contas vinculadas aos terroristas foram suspensas desde meados de 2015, declarou o Twitter em seu site.

O Hamas e seu braço militar são ambos designados como grupos terroristas ilegais por Israel, União Europeia e Estados Unidos.

Fonte: TPS / Texto: Michael Zeff / Tradução: Hannah Franco / Foto: Ehud Amiton

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Chefe da polícia fala sobre instabilidade no Monte do Templo

O comissário-chefe da polícia de Israel, Roni Alsheikh, enviou uma carta incomum, redigida com termos vigorosos, no domingo (17/4), ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu alertando para o perigo de visitas provocativas ao Monte do Templo pelos políticos antes de Pessach, a Páscoa judaica. “A chegada de membros do Knesset (parlamento israelense) e políticos no Monte do Templo pode levar a um agravamento da tensão e uma escalada de ocorrências de uma forma que irá constituir um perigo real para a segurança nacional”, escreveu Alsheikh em sua carta.

Segundo a carta, que foi tornada pública no noticiário da noite no Canal 2 israelense, o aviso do chefe da polícia vem à luz das “tentativas de provocação feitas por extremistas de ambos os lados antes dos próximos feriados”, referindo-se ao feriado judaico de Pessach e à Páscoa cristã ortodoxa. “Eu decidi continuar barrando os membros do Knesset de subir ao Monte do Templo até novo aviso”, acrescentou.

Em outubro 2015 a polícia de Israel decretou uma proibição estrita de membros judeus e árabes do Knesset de entrar no complexo do Monte do Templo. A proibição foi após o forte aumento nos ataques terroristas palestinos que começaram na véspera de Rosh Hashaná, o ano novo judaico, e que tanto Israel quanto os palestinos têm relacionado às tensões no local santo.

“Nós sempre observamos um aumento na incitação palestina e terrorismo em todo feriado judaico importante”, disse Menachem Landau, ex-diretor da Agência de Segurança de Israel (ISA) ao serviço de imprensa Tazpit (TPS). “Especialmente antes de Rosh Hashaná e Pessach, uma vez que estes são os feriados quando os judeus religiosos desejam ir ao Monte do Templo”.

Fonte: TPS / Texto: Michael Zeff / Tradução: Hannah Franco / Foto: Eitan Elhadez

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Suposto “espião cibernético do Mossad” é revelado pela mídia romena

A imprensa romena publicou na semana passada fotos de dois cidadãos israelenses presos pela polícia romena, sob a alegação de espionagem e outros crimes. Os dois homens, Ron Weiner e David Geclowicz, são funcionários da empresa privada israelense de inteligência cibernética, Black Cube. Eles foram presos no dia 6 de abril, acusados de espionagem e crime cibernético.

“Os suspeitos estabeleceram uma rede organizada para a realização de graves crimes, incluindo crimes cibernéticos, tentativas de roubo de informações, invasão de emails e intimidação”, afirmaram as autoridades romenas. Vários meios de comunicação romenos afirmaram também que os dois israelenses são ex-agentes do Mossad, embora estas alegações não tenham sido corroboradas por qualquer fonte confiável.

Os funcionários da Black Cube supostamente espionaram a procuradora-geral, Laura Codruța Kövesi, do Diretório Nacio­nal Anticorrupção da Romênia e aproximadamente 20 indivíduos ligados a ela, incluindo parentes e amigos. Kövesi é conhecida pela sua abordagem dura em relação à corrupção política e foi nomeada para um segundo mandato em março. A equipe de Kövesi processou mais de mil casos de corrupção de alto nível em 2015, alguns dos quais revelaram o envolvimento de empresários israelenses e figuras públicas em esquemas de corrupção na Romênia.

A Black Cube confirmou que os dois israelenses estavam trabalhando na Romênia, e afirmou que “a empresa tem trabalhado com agências governamentais oficiais da Romênia nas últimas semanas para reunir evidências de corrupção grave no sistema de governo romeno. Como parte do projeto, dois dos funcionários da empresa, que chegaram a conquistas significativas, foram presos. Os funcionários trabalhavam em conformidade com as leis locais, e as acusações contra eles são falsas. Estamos confiantes de que a verdade vai surgir nos próximos dias, e eles serão liberados”.

A Black Cube é uma das empresas privadas mais bem-sucedidas de Israel no campo de inteligência cibernética, tendo empresas e contratos abrangendo desde Paquistão até o Reino Unido. A empresa emprega muitos veteranos do corpo de inteligência da IDF (Forças de Defesa de Israel) e da comunidade de inteligência nacional, e mantém uma lista de clientes extremamente secreta.

“Andamos sobre uma linha muito fina, e às vezes cruzamos esta linha por engano. Acontece na vida e no mundo de inteligência”, disse o professor Asher Tishler, membro do Conselho de administração da Black Cube em uma entrevista ao The Financial Times em março.

Em outro artigo sobre a empresa privada de inteligência, no jornal israelense Yedioth Haharonoth, um cliente não identificado da Black Cube é citado com o dizer: “a ideia por trás desta empresa é que todos no mundo dos negócios têm segredos ou memórias constrangedoras de que prefere não falar, e a Black Cube sabe como chegar a estes segredos”.

Fonte: TPS / Texto: Michael Zeff / Tradução: Bruno Scala / Foto: IDF