Neymar agradece a Deus por convocação para a Copa das Confederações

O nome principal da seleção brasileira e com convocação certa para a Copa das Confederações, Neymar não escondeu a euforia por confirmar a convocação durante a apresentação da lista nesta terça-feira (14). No instagram, o atacante postou foto com a amarelinha e agradeceu a Deus:

“É TOISS !!! #FelizDemais #ObrigadoSenhor”, escreveu o atacante.

Em 2010, houve grande expectativa pela presença de Neymar na Copa do Mundo de 2010, mas Dunga não convocou o santista, então uma jovem promessa. Logo após o fracasso do Mundial, porém, o jogador passou a fazer parte da seleção e foi unanimidade com Mano Menezes e Scolari.

Pesquisa: maior parte dos jogadores de futebol brasileiros são evangélicos

Uma pesquisa realizada pelo UOL, envolvendo 150 jogadores de grandes clubes do Brasil, revelou que a maior parte deles se declara evangélico. As equipes que participaram da pesquisa foram: São Paulo, Corinthians, Flamengo, Atlético-MG, Santos, Palmeiras, Vasco da Gama, Internacional, Grêmio, Cruzeiro e Fluminense.

Segundo informações da pesquisa sobre a religião dos jogadores, foi constatado que 33% se assumiu como evangélico, 28% não quis responder, 19% não possuem religião e 18% são católicos.

Ainda tem mais 2% dos jogadores que se declaram da Igreja Batista, o motivo de separar os evangélicos dos batistas na pesquisa é desconhecido. Levando em conta a porcentagem de batistas, entre os jogadores, 35% deles são evangélicos.

Os jogadores aceitaram participar da pesquisa na condição de anonimato e falaram também sobre temas como álcool, homossexualidade e relação com a imprensa. O UOL Esporte anotou as respostas para traçar um raio-X do futebol brasileiro através da visão dos atletas de grandes times.

O atacante Neymar, o meia Zé Roberto e lateral Léo Moura, que se batizou a poucos meses, estão entre os jogadores conhecidos por manifestações cristãs. Recentemente, o goleiro Jefferson, do Botafogo, se envolveu em um polêmica por utilizar um peixe, símbolo do cristianismo, em sua cabeça.

Lutador Michael Bisping fala que Vitor Belfort desonra a Bíblia

O famoso lutador de UFC Michael Bisping participou de uma entrevista ao site “Underground”, que é especializado em lutas, onde ele contou um pouco de sua carreira e seu desejo de lutar novamente com lutadores que o derrotaram anteriormente.

O Michael Bisping também falou sobre o lutador Vitor Belford que ele afirma que desonra a Bíblia. “Gostaria de outra luta com aquele cara que desonra a Bíblia, Vitor Belfort, Vitor o chato desgraçado Belfort”, afirmou.

A queixa do lutador inglês é porque ele acredita que o brasileiro trapaceia as regras do MMA ao fazer o polêmico tratamento de reposição de testosterona (TRT). Belfort tem autorização da Comissão Atlética Brasileira. Durante uma entrevista recente, Vitor Belfort explicou que realmente precisa da terapia e que faz exames semanais para verificar se os seus níveis de testosterona estão passando dos valores máximos permitidos.

Os dois já haviam discutido publicamente sobre religião em fevereiro, antes da luta do UFC em São Paulo, quando Bisping disparou “Vou ser honesto. Estou muito desapontado. Eu posso ser controverso, mas para alguém que fala sempre sobre honra, respeito, Jesus e Bíblia, ele está evitando as perguntas sobre uso de testosterona. Obviamente, parece que está usando isso. Caso contrário, estaria simplesmente respondendo”. Antes do confronto, Bisping disse que Jesus não era real. Quando Vitor o enfrentou tinha a palavra “Jesus” escrita no calção.

Roberto Brum diz que Neymar está desviado e quer leva-lo de volta a igreja

O ex-jogador Roberto Brum, hoje pastor e treinador do Itaboraí, time da 3ª divisão, declarou que precisa ir a Santos para “retransmitir a palavra de Deus” a Neymar, que jogou junto com o pastor pelo Santos no ano de 2009, frequentavam a igreja e evento evangélicos juntos  e comemoravam gols com dancinhas “em louvor a Deus”.

O pastor considera que o jogador Neymar “se perdeu na vida, se cercando de “falsos amigos” e vivendo em um mundo de faz de conta”. Ao site UOL, declarou: “O Neymar é um menino maravilhoso, humilde, mas que se perdeu. Ele foi afastado do caminho de Deus. Neymar é jovem e rico. Compreendo esse momento em que ele passa, até porque já tive a idade dele e fiz coisas iguais ou piores. Darei o seguinte recado ao Neymar: ‘o vazio que está no seu coração é o espaço que Deus vai ocupar’”.

O ex-jogador afirma ainda sentir falta de ver Neymar fazer comemorações de cunho religioso. “Foi maravilhoso quando eu e Neymar comemoramos cantando o trecho: ‘Para direita, para esquerda. Na minha frente e para trás. Por todo lado sou abençoado’”, lembra Brum. O jovem ídolo já comemorou títulos com uma faixa escrito “100% Jesus” na cabeça e participou de um clip do grupo gospel “Ao Cubo”.

Brum apoiou ainda as declarações de Pelé, que reclamou recentemente de ver  Neymar mais preocupado em aparecer na mídia do que estar bem em campo. “O Neymar vivia na igreja. Agora não sei o que aconteceu com ele. Não estou mais perto dele, então não sei exatamente. O Neymar ainda vai se arrepender e voltará ao caminho do Senhor”, profetizou o amigo.

Toda a família de Neymar frequenta a Igreja Batista Peniel, em São Vicente. Mas seu pastor, Newton Lobato, afirma que Neymar sempre encontra uma maneira de ir à igreja. “Como profissional, diminuiu a frequência por questão natural dos compromissos. Depois dos 17, 18 anos, ele começou a ter um jogo atrás do outro. Ele está no momento dele, muito assediado, não tem tempo quase nem pra ele. Fico alegre quando vejo ele (sic) na igreja. Fico alegre porque sei das dificuldades e ainda assim ele vai pra igreja, fica quietinho ali e depois vai embora”, conta.

Por sua vez, o pai de Neymar defende que seu filho sempre teve presente a religião em sua vida e que não abandonou a fé.

“Você tem que entender como é o crente. Ele acredita em Jesus e quer sempre se manter na casa de Deus. Ele faz isso pra congregar e alimentar seu espírito. Ele sempre quer estar mais perto da palavra de Deus. Isso foi desenvolvido pela gente, isso cabia à gente levar nossos filhos. Essa coisa de crescer espiritualmente”, explica. Embora tenha reduzido a frequência com que vai aos cultos, Neymar continua dando seu dízimo.

Depois de ter um filho fora do casamento, aparecer dando festas com mulheres e bebidas e viver uma fase apagada na Seleção, Neymar só falou sobre igreja este ano após ser chamado de macaco em fevereiro.

Copa Evangélica atrai 2,5 mil atletas cristãos

A Copa Evangélica chamou muita atenção pelo grande número de atletas evangélicos que foram reunidos, somando um número de 2,5 mil jogadores divididos em 150 equipes. Na primeira edição do campeonato em 2007, apenas sete equipes participaram do campeonato de futebol evangélico que hoje reúne atletas de aproximadamente 30 denominações.

O objetivo da copa não é apenas o divertimento como explica o presidente do Ministério Esportivo da Copa Evangélica, Bruno Brito, que também é pastor da igreja Ministério Betel Restaurando Vidas. “Através do esporte, estamos difundindo cada vez mais o cristianismo e trazendo mais fiéis para as igrejas.”

O pastor sabe que o futebol proporciona a integração entre as pessoas e aproveita para poder evangelizar. “Nossa missão é fazer do futebol uma ferramenta de evangelização. Acreditamos que o futebol sempre pode proporcionar a comunhão e a integração entre as pessoas”, disse.

Os times estão divididos em três divisões, no momento os times da terceira divisão estão se enfrentando e em agosto será a vez dos times da primeira e a segunda. Um site foi criado para mostrar o calendário de jogos, quem quiser conferir pode acessar o copaevangelicarj.com.br.

Mas a Copa Evangélica não é diferente dos campeonatos de futebol só por ter atletas cristãos, mas por iniciar as partidas com um culto no meio do campo. “São momentos de fé, que fortalecem os laços de amizade, inclusive entre as famílias nas arquibancadas”, diz Bruno Brito.

Outra diferença notável nesses jogos é a ausência de ofensas entre os times rivais, entre as torcidas e até mesmo sem ofensas contra o juiz. “Palavrões ou agressões físicas podem culminar com expulsões, inclusive do time inteiro, das competições”, explica o presidente da Copa.

Técnico Jorginho diz que não vai pregar para os jogadores do Flamengo que acabou de assumir

Técnico de futebol Jorginho, evangélico a mais de 25 anos, ficou conhecido pelo discurso abertamente evangelístico que fiz no início de sua carreira. No comando do clube de futebol América, o técnico pregou para os jogadores e tentou trocar a tradicional mascote do clube que era um diabo por uma águia.

Jorginho é irmão de um pastor da Igreja da Graça, e abriu as portas para pastores na seleção brasileira quando era auxiliar de Dunga.  Agora no Flamengo, o técnico mudou o discurso e diz que será mais “tolerante”.

“Este assunto de religião não tem nada a ver. Aqui a coisa é profissional. O tempo passou, nós amadurecemos. É cada um com seu cada um, como diz o Aílton (Ferraz, seu auxiliar técnico), Gostaria de deixar muito claro a questão profissional. Religião é uma coisa extra… não interfere em nada, nós vamos trabalhar para o Flamengo. Um trabalho sério, de mapeamento de todos os jogadores”, explicou Jorginho aos repórteres.

O treinador se considera mais preparado profissionalmente, depois de experiências em América (RJ), Goiás, Figueirense (SC), Kashima Antlers (Japão), além da Seleção Brasileira. Ele já havia recusado convites para treinar o Flamengo em duas ocasiões anteriormente.

Sua estreia no comando do Flamengo será sábado contra o Boavista, na segunda rodada da Taça Rio. Seu contrato vai até dezembro de 2014. Otimista, disse acreditar que ficará ainda mais tempo à frente do time que defendeu na década de 1980.

Jogador Fred revela durante entrevista que frequenta igreja de seu colega de equipe

O jogador Fred que está escalado para a seleção brasileira, está completando quatro anos no Fluminense, isso levou o jogador a ser entrevistado pelo jornal O Globo onde ele falou sobre seu lado espiritual.

“Eu, às vezes, vou na igreja do Gum. Eu leio a minha Bíblia e frequento a Igreja Evangélica, porque gosto de cuidar do meu lado espiritual. Quando eu rezo, não tenho medo”, respondeu o jogador ao ser questionado sobre seu relacionamento com outro jogadores evangélicos.

Ele estava se referindo a Wellington Gum, que é seu companheiro de equipe, frequente a Igreja Batista e já declarou em entrevista que deseja se tornar pastor. A mesma igreja é frequentada pelos jogadores Léo Moura, Bebeto e Lúcio Flávio.

Durante a entrevista Fred lamentou a falta de privacidade que ele tem por ser um jogador bem conhecido. “É mais difícil quando estou com a minha filha Geovanna, porque quero estar com ela, e a galera chega para conversar”, disse o jogador.

“Meu Facebook era aberto, mas fechei. Meu Instagram era fechado, mas o Neymar me marcou em uma foto e arrastou 20 mil seguidores. Aí, eu abri, porque tenho a consciência de que sou uma pessoa pública”, completou Fred.

Em 2012, Fred foi capitão do Fluminense, conquistando o campeonato carioca e o tetracampeonato brasileiro, consagrado craque do brasileirão. É considerado um dos ídolos e maior artilheiro do time, embora não se considere. “Eu estou caminhando… É difícil falar disto. Um pedacinho do coração tricolor eu tenho, independentemente das minhas falhas. Todos sabem que minha meu objetivo, é ganhar”, respondeu quando foi questionado se ele se via como ídolo.

Recentemente o jogador postou em redes sociais um texto declarando o amor pelo seu time: “Já são 4 anos de Fluminense! E parece que foi ontem… Só tenho a agradecer a Deus e a todos aqueles que sempre me apoiaram. Conseguir tudo o que consegui e vencer tudo o que venci vestindo essa camisa é muito gratificante. Não tenho palavras para descrever o que sinto por esse clube. São 160 jogos, dois títulos brasileiros, um carioca e mais de 100 gols. E que venha muito mais!”.

Leia a entrevista na íntegra:

Entrevista ao jornal O Globo

Por que morar em Ipanema e Leblon e não Barra da Tijuca?

Quando cheguei, procurei um lugar mais próximo do trabalho. Não poderia perder uma, duas horas no trânsito. Fiquei em um hotel em Copacabana, mas frequentava Ipanema e Leblon, onde tinha gente bonita, bons restaurantes. Hoje, para eu sair de lá, é difícil.

A adaptação foi rápida?

Os primeiros três meses foram complicados e sofri bastante com treino, clima, clube e companheiros novos. Na França, demorou seis meses. E havia cinco brasileiros no Lyon! Eu nunca tinha visitado o Rio, a não ser quando vinha para jogar. Me apaixonei e vou ficar quando eu parar de jogar. O que mais me encanta é o jeito carioca. Passava no calçadão e, mesmo sem conhecer ninguém, era chamado para jogar altinho e futevôlei. E eu não aguentava mais ver bola (risos). Acho que vou morar em Belo Horizonte durante a semana e venho para cá na sexta-feira.

E a falta de privacidade?

Não é fácil sair na rua, apesar de a galera ser mais acostumada a encontrar famosos pela cidade. É mais difícil quando estou com a minha filha Geovanna, porque quero estar com ela, e a galera chega para conversar.

Ficou deslumbrado no começo?

Sim. Cheguei no Rio solteiro e cometi excessos. Ainda bem que naquele ano (2009), eu tive pessoas que me deram um toque.

E as outras torcidas te respeitam?

Tem respeito, mas rola uma sacaneada. A torcida do Vasco até fez uma música…

Qual música? Canta aí.

Nada, é pesada demais (risos). Mas eu vejo que as torcidas respeitam, porque sabem que eu entro em campo para vencer.

Jogaria em outro clube do Rio?

Acho difícil eu jogar em algum outro clube do Brasil que não seja o Fluminense.

Você se sente ídolo do clube?

Eu estou caminhando… É difícil falar disto. Um pedacinho do coração tricolor eu tenho, independentemente das minhas falhas. Todos sabem que meu objetivo é ganhar.

Qual a diferença entre o ambiente no vestiário do Brasil e na Europa?

Existe a maior diferença. No Lyon, também era bom, unido, mas não era a mesma coisa que aqui no Fluminense. Sempre tive ambiente bom, mas não como aqui no Fluminense, sempre repito.

Nunca teve um problema?

No início de 2009, não era bom. E piorou depois que começamos a perder. Depois que o Cuca chegou, teve atrito até encontrar a harmonia. Teve um problema que marcou naquele ano e eu nunca falei sobre isso. Faltavam 11 jogos para acabar e estávamos naquela situação para cair. A diretoria e a comissão técnica queriam aumentar os dias de concentração. Eu reuni o grupo e falei que tínhamos que nos cuidar mais para evitar uma concentração de dois, três dias. Eles compraram o barulho e houve um arranca rabo com a diretoria e comissão. Eles falaram para dar a vida. E demos. O respeito aumentou a partir dali.

E teve briga com algum jogador?

Briga, não, mas eu já tive uma discussão pesada com o Diguinho. E foi bom. Porque tínhamos perdido de 2 a 0 para o Goiás e no intervalo o bicho estava pegando. E aí nós discutimos forte. Estávamos para cair, mas tínhamos que tentar. E havia um clima de já caiu…

E com o Fernando Henrique?

Com o Fernando Henrique também. Várias discussões. Mas com o “Fita” não dá para mexer, porque ele é bom de briga. Eu acho importante ter pessoas com personalidade no grupo. O Muricy… O Abel, já espanou várias vezes!

Quando?

No ano passado, chamou atenção o jogo com a Ponte Preta. Nosso time estava nervoso, precisando ganhar. E pensei que ele iria dar aquele esporro no vestiário. Eu estava tenso. Mas ele entrou e acalmou o time, falou calmamente.

Tem desafetos no futebol?

Eu falo que existem jogadores empolgados. E esta empolgação no futebol é uma loucura. O futebol é uma ilusão. Depois do jogo, eu sou o Fred, um cara normal. Não é porque estou ganhando que eu sou o tal. Isto é muito superficial. E tem muitos empolgados por aí. Tem que dar uma segurada.

Você voltou da França com 25. Não ficou com medo de se arrepender?

Tinha propostas de clubes grandes. Todos achavam que era melhor eu ficar. Caí bastante no lado financeiro, porque o Brasil não era esta potência. Mas estava longe da família e isto pesou.

Tem lugar marcado na seleção?

Marcado, não, mas a oportunidade pode estar na minha mão. Se o jogador só começar a pensar no objetivo recentemente, não consegue. Eu já estou preparado para esta seleção. Dei uma desabafada na época do Mano, senti que não teria oportunidades. Mas com o Felipão todos sabem que ele gosta de jogar com centroavante. Vai depender do meu rendimento…

As lesões que você teve têm relação com o estilo de vida que você leva?

Eu não acho que foi o que influenciou. Sempre descansei e fiz as coisas nas horas certas, moderadamente. Exageros eu cometi, mas não fiz loucuras. Continuo tomando meu chope, meu vinho. Quando acaba o jogo, eu saio para dançar e conhecer mulher bonita. O mais importante é o trabalho.

Por que jogador se casa tão cedo?

Jogador é carente. A maioria sai de casa cedo. E conhece pessoas interessantes. Às vezes, o cara quer uma pessoa bacana para conversar, ter filho. No meu caso, foi uma pessoa que eu amei. Mas devido à imaturidade, não deu certo. Mas eu falo para os moleques: se forem casar, casem com mulheres bonitas.

No Lyon, diziam que você pegou a filha do presidente…

Estão loucos?! Não teve isto.

Este tipo de história te incomoda?

Incomoda. Este vídeo do beijo me deixou para baixo.

É o preço da fama?

E eu tomo cuidado. Tem muita coisa que te deixa muito exposto e você deixa de ser espontâneo, tem que ficar se monitorando. Mas confio nas pessoas e acabo relaxando.

Por exemplo…

Se eu faço um churrasco na minha casa e chamo uma menina, ela convida o primo, que acaba filmando… E a galera está muito maldosa…

É a era das redes sociais…

Pois é. Meu Facebook era aberto, mas fechei. Meu Instagram era fechado, mas o Neymar me marcou em uma foto e arrastou 20 mil seguidores. Aí, eu abri, porque tenho a consciência de que sou uma pessoa pública.

E não tem medo de falar de chope, vinho…

Aqui no Brasil, o ruim é que, se você tiver bem em campo, você pode virar 25 litros de pinga. Se está mal, não pode fazer nada. Mas eu não vou deixar de fazer minhas coisas. Se o time perdeu, eu evito, mas não posso deixar de ir no restaurante japonês. Tenho que ficar em casa puto? É o meu trabalho e eu saio mesmo. Tive um problema em 2011, naquela armadilha que armaram para mim perto de casa. Mas acabou, porque eles me respeitam e sabem que dou a vida pelo Fluminense.

Sai, mas evita ir no pagode. Os caras, como Neymar, não te acham metido?

Eles sabem que eu gosto de coisas boas, em todos os sentidos, mas sou simples, e o que mais mexe comigo são as coisas simples. Posso estar em um restaurante bom, mas quero ser tratado com simplicidade.

Se você não fosse o Fred, conseguiria pegar alguém?

Olha, eu não sou bonito, mas também não sou feio. Acho que pegaria um pessoalzinho mesmo que não fosse o Fred. Mesmo quando eu era duro feito côco, eu pegava. Claro que ser o Fred aumenta. Mas tem neguinho aí feio para cacete que pega…

Pega qualquer uma?

Se eu estiver em uma boate e uma mulher me der mole, eu pego, porque estou no meu direito. Eu sou solteiro. Mas, para colar, eu sou chato. Para ir ao teatro, levar para jantar, tem que mexer comigo. Eu sou seletivo.

Como é a sua relação com jogadores evangélicos?

Eu, às vezes, vou na igreja do Gum. Eu leio a minha Bíblia e frequento a Igreja Evangélica, porque gosto de cuidar do meu lado espiritual. Quando eu rezo, não tenho medo.

Lembra de algum momento de aflição no qual foi salvo por uma oração?

Na Taça SP de Juniores, eu estava no América-MG e não fui relacionado. Meu pai mandou até carta pedindo para eu pelos menos treinar. Treinei e deitei nos treinos. No primeiro jogo, fui expulso com 14 minutos. No intervalo do primeiro para o terceiro jogo, sofri e rezei muito, porque achava que a minha carreira havia acabado. Na terceira partida, fiz aquele gol do meio-campo, que abriu as portas para mim.

Pena que sua mãe não pôde ver…

Ela não viu nada. Faleceu quando eu tinha sete anos. E entedia de futebol. Ia para os campos de várzea ver o meu pai jogar e xingava o juíz. Mas tem o outro lado. Se minha mãe fosse viva, não teria deixado eu sair da casa com 10 anos, para jogar fuetbol e passar fome. Ela falaria para eu estudar, como fez com o meu irmão. Mas tenho certeza que, se a Dona Gizelda estivesse viva, vendo isto tudo, ficaria bastante orgulhosa.

Daniel Dias é premiado como melhor atleta paraolímpico do mundo

O nadador Daniel Dias, que é membro da Igreja Presbiteriana, recebeu nesta segunda-feira (11) o prêmio Laureus como melhor atleta paraolímpico do mundo, depois de ter recebido seis medalhas de ouro nas Paraolimpíadas do ano passado em Londres.

Daniel faz parte de um grupo dentro da sua igreja intitulado “Atletas de Cristo” e ficou muito emocionado ao receber o prêmio das mãos de Fernanda Lima e Cauã Reymond. “Graças a Deus deu tudo certo e subi no palco na minha casa, no Brasil. Estou extremamente feliz e tenho que agradecer muito a Deus mesmo”, disse o atleta.

Daniel também foi considerado como o melhor atleta paraolímpico em 2009. Esta premiação é considerada como o “Oscar do Esporte”, mas a crise econômica mundial impediu a realização da cerimônia de entrega dos prêmios.

Outros atletas mundiais também competiam nessa categoria: o brasileiro Alan Fonteneles (Atletismo), o canadense Patrick Anderson (Basquete em Cadeira de Rodas), Johanna Benson (Atletismo), pela Namíbia, David Weir (corrida em Cadeira de Rodas pela Grã-Bretanha) e o italiano Alex Zanardi (Ciclismo).

Goleiro Bruno volta a trabalhar dentro do presídio em Contagem

O goleiro Bruno Fernandes, que foi condenado a 22 anos de prisão pelo assassinato de Eliza Samúdio, retomou a rotina de trabalho na lavanderia do presídio Nelson Hungria, em Contagem, na região metropolitana de Minas Gerais. Segundo a Secretaria de Estado e Defesa Social (SEDS), o goleiro retomou o serviço poucas horas depois de ouvir sua sentença.Segundo a SEDS o goleiro já está a dois meses exercendo a função no horário das 8h30m até às 15 horas. Antes da lavanderia, Bruno foi faxineiro do pavilhão onde está preso, de julho de 2011 a agosto de 2012.

Neste domingo, o goleiro recebeu a visita da atual mulher, a dentista Ingrid Calheiros. Ela chegou ao presídio por volta das 8h30m e poderia ficar lá até às 19h, horário em que acabava o período de visitas. As visitas acontecem quinzenalmente, alternando entre sociais e íntimas. Estão cadastrados ainda para visita social de Bruno a avó do detento, suas duas filhas e um tio.

Bruno esta detido em uma sala com 6m², lá dentro ele possui uma cama e banheiro com chuveiro, pia e vaso sanitário. Assim que chegou à unidade, em 2010, ele recebeu um kit com cobertor, colchão, uniforme e material de higiene pessoal. Na cela do goleiro Bruno há, ainda, uma televisão de 14 polegadas e um rádio, o que é de direito de todos os presos, que foram levados por seus familiares.

Advogado diz que Bruno poderia ter sido absolvido caso não tivesse recebido a Bíblia

Depois de o goleiro Bruno Fernandes ser condenado a 22 anos de prisão pelo sequestro e assassinato de Eliza Samudio, o seu advogado, Lúcio Adolfo, comentou o caso lamentando a decisão do júri, onde ele afirmou que o processo poderia ter sido diferente se Bruno não tivesse recebido uma Bíblia de um dos membros do júri.

Segundo o advogado do goleiro, esse jurado deu uma Bíblia a Bruno, na qual ele ficou no primeiro dia do júri popular em Contagem, cidade próxima a Belo Horizonte.

O jurado que já havia sido selecionado para compor o conselho de sentença do julgamento do goleiro, porém foi rejeitado pelo promotor de Justiça Henry Wagner Vasconcelos Castro, depois de ter entregado a Bíblia ao goleiro.

“Se esse jurado tivesse ficado, eu ganhava por quatro votos a três. O promotor o excluiu”, reclamou o advogado, segundo o portal Terra, alegando que o jurado teria sido excluído do julgamento por ter dado a Bíblia ao goleiro.