Esfaqueador palestino de 14 anos é condenado por tentativas de assassinato

Jerusalém (TPS) – Um adolescente palestino que cometeu um ataque por esfaqueamento em Jerusalém, e foi então falsamente proclamado como morto pelo presidente palestino, Mahmoud Abbas, foi condenado na terça-feira,10/5, por dois crimes de tentativa de homicídio no Tribunal Distrital de Jerusalém.

Ahmad Manasra cometeu o ataque quando ele tinha 13 anos, em outubro de 2015, junto com seu primo Hasan, de 15 anos, que foi posteriormente morto por forças policiais. Os dois esfaquearam e feriram gravemente Naor Shalev, 13 anos, que estava andando de bicicleta, e também um outro israelense de 21 anos. Shalev conseguiu uma rápida recuperação e comemorou seu Bar Mitzva (maioridade religiosa judaica) dois meses depois.

O ataque fez manchetes internacionais quando Abbas acusou publicamente Israel de “executar” Manasra “a sangue frio”, enquanto de fato ele estava vivo e sendo tratado de ferimentos graves em um hospital israelense. Após surgirem fotos do menino se recuperando no Centro Médico Hadassah, em Jerusalém, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu criticou Abbas por “incitação”.

No meio da onda de esfaqueamento, Manasra foi atingido por um carro. Uma gravação em vídeo dramático o mostrou consciente, embora gravemente ferido e deitado em uma poça de sangue, com espectadores israelenses o repreendendo.

No Tribunal, Manasra admitiu a realização do ataque, mas seus advogados alegaram que ele só queria ferir suas duas vítimas. Os juízes rejeitaram essa alegação.

A acusação afirmou que Manasra voltou da escola e encontrou seu primo. “Eles falaram sobre a ‘situação’ na Mesquita Al-Aqsa e o estado dos moradores da Faixa de Gaza, a Autoridade Palestina e o Hamas. Com a intenção de ajudá-los, eles decidiram se tornarem mártires e serem mortos como parte de uma guerra religiosa”.

Fonte: TPS / Texto: Michael Bachner / Tradução: Alessandra Franco / Foto: Hillel Maeir

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